O JPP considerou profundamente lamentáveis todos os sucessivos adiamentos do Governo Regional em atingir a meta dos 50% da energia renovável na Região Autónoma da Madeira.
Isto porque, no entender do partido, e apesar dos anúncios pomposos com o único propósito de espalhar a propaganda do PSD, os dados estatísticos indicam que a Região diminuiu o total de renováveis para 27,94%, em 2022, número inferior à produção de 2021 (onde foram atingidos 28,5%), e muito inferior à actual meta da União Europeia de, pelo menos, 32%.
“Ao invés de ampliarmos o consumo baseado em renováveis, o actual cenário da energia renovável na Região segue o caminho inverso, aumentando o consumo dos combustíveis fósseis, contrariando o que é considerado um interesse público primordial pela Comissão Europeia, impedindo, em última instância, tornar este bem essencial mais limpo, sustentável e mais barato para os consumidores finais, o que se iria reflectir numa diminuição do próprio custo de vida das famílias e empresas”, salienta-se.
Em 2017, Miguel Albuquerque comprometeu-se a chegar a 2020 com 50% da energia produzida com fontes renováveis. Hoje, já em 2023 e sem conseguir cumprir o prometido, Albuquerque protela esta mesma meta para 2025. E ainda aqui vamos, disse o vice-presidente do grupo parlamentar, Rafael Nunes.
“Infelizmente, continuamos a cingir as metas de sustentabilidade a meras manobras propagandísticas no âmbito das políticas de energia, de lançar números, falar em metas que nunca chegam a ser cumpridas e colocando em risco o próprio futuro dos nossos cidadãos. Isto sim, é enganar a população”, considerou.
Para o JPP, a Madeira é uma Região com alto potencial para atingir a soberania energética, detendo condições excecionais para a produção de energias renováveis, tais como a energia eólica, fotovoltaica e hídrica.
“Governar para o futuro da população e do planeta implica passar das promessas para o terreno. Implica cumprir, no mínimo, as metas europeias. Implica investir seriamente em políticas de energias renováveis sustentáveis, impedindo um retrocesso, tal como se verificou em 2022. Temos de mudar esta forma de governar numa área tão sensível e imprescindível para todos nós e para as gerações vindouras”, concluiu.
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