População da Fajã das Galinhas “abandonada”, diz a CDU

A CDU acusa o Governo Regional de deixar a Fajã das Galinhas, no concelho de Câmara de Lobos, ao abandono, assacando as mesmas culpas à edilidade.

Os comunistas denunciam a “inércia do Governo Regional e da Câmara Municipal em garantir o direito à cidadania dos moradores desta localidade”, que vão muito além da negação do direito ao saneamento básico.

 O deputado Ricardo Lume referiu que “é inadmissível que o Governo Regional e a Câmara Municipal deixem completamente ao abandono a população da Fajã das Galinhas”.

A população desta localidade reivindica há muito a ligação à rede de esgotos situação que foi prometida ser resolvida com a entrega da gestão da água e  dos resíduos do concelho de Câmara de Lobos à ARM, mas 11 anos depois a ligação à  rede de esgotos continua a ser uma miragem.

“O cheiro nauseabundo, a acumulação de moscas e outros insectos, são apenas alguns exemplos da situação que se vive nesta localidade há vários anos. Podemos afirmar que estamos perante um grave problema de saúde pública, visto que os resíduos produzidos nas moradias são enviados ou para os córregos e ribeiros, ou então para as levadas, com todos os problemas que esta questão levanta”, aponta o parlamentar.

As preocupações  da população não ficam pela a falta de saneamento básico.

A falta de segurança na estrada de acesso à Fajã das Galinhas devido ao estado do pavimento mas, também à instabilidade da escarpa sobranceira à única via de acesso e esta localidade da freguesia  do Estrito de Câmara de Lobos  é também um sinal claro do abandono desta localidade por parte dos governantes Municipais e Regionais, afirma a CDU.

A escassa cobertura de transportes públicos é outra das criticas feita pelos moradores. A última carreira termina a sua viagem para esta localidade às 19h00.

 A CDU promete, juntamente com a população, encetar formas de luta para assegurar na Fajã das Galinhas o acesso ao saneamento básico, uma cobertura de transportes públicos adequada às necessidades da população e reivindicar a recuperação da única via de acesso rodoviário à localidade e consolidação da escarpa sobranceira  garantindo assim a segurança de pessoas e bens.

Estes são direitos fundamentais das populações, diz Lume.