Reitor da UMa defende: “O povo português ainda não entendeu bem o que são os processos  autonómicos da Madeira e Açores”

A Madeira precisa de “reforçar a sua autonomia” como  garante do seu desenvolvimento. Esta é a visão do Reitor da Universidade da Madeira, quando instado a deixar o seu testemunho sobre o Dia da Região e os desafios que se lhe colocam. Especialista em assuntos clássicos, Sílvio Fernandes gosta de ser otimista mas também realista. Gerir a “casa” exige múltiplos recursos, também no quadro institucional do sistema autonómico.

De palavra fácil e sempre com um sorriso pronto, apesar das dificuldades inerentes à gestão corrente, Sílvio Fernandes declarou o FN que, “é preciso ter condições para executar os projetos da Região”. Não se trata apenas de mais verbas. “Mas também de apoio à própria autonomia como sistema. Nota-se que o povo português, na totalidade, ainda não entendeu bem o que são os processos  autonómicos da Madeira e dos Açores, porque esse fenómeno não existe no Continente”.

Há que entender, segundo o Magnífico Reitor, “que se precisa de uma configuração particular para levar a cabo um projeto que sirva o povo da Madeira e dos Açores”.

Nos meios académicos, a mesma questão também se coloca. “A UMa tem um processo de desenvolvimento grande e para continuar esse processo – assim como a Universidade dos Açores – precisa de condições para atingir certos patamares e se torne uma instituição de referência. As universidades mudam as regiões onde estão instaladas”.