Pedro Fino prevê 3 semanas para reforçar talude sobranceiro à marginal da Calheta

O secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Fino, visitou hoje os trabalhos desenvolvidos na Calheta, na sequência da queda de uma pedra de grandes dimensões na quinta-feira passada, que fez perigar a segurança da circulação na marginal.

“Nós, logo na sexta-feira, iniciámos os trabalhos preparatórios, depois de uma inspecção feita, no dia anterior, pelos rocheiros. Determinámos que seria necessário sanear toda a encosta, sendo por isso mesmo adiadas as festas do S. João”, disse Pedro Fino. Foi iniciado, portanto, um trabalho preparatório para o saneamento, sendo colocada uma cortina de antiferes, de modo a fazer uma bacia de recepção às rochas que iriam cair.

A intervenção começou ontem, sendo o objectivo o de garantir a máxima segurança possível ao talude.

“Os rocheiros estão a fazer esse trabalho. Quanto à duração, prevemos que seja entre duas a três semanas”, adiantou o governante. Toda a encosta deverá ser intervencionada.

Participam cinco rocheiros e mais cinco ajudantes. Pedro Fino elogiou o trabalho destes profissionais, que tem de ser valorizada e, no seu entender, está a sê-lo pelo Governo Regional, que instituiu esta carreira na administração pública e atribuiu subsídio de penosidade.

Fino disse que as entidades governamentais estão a investir, na totalidade da RAM, cerca de 50 milhões de euros na prevenção dos riscos de derrocadas. “Aqui, na Calheta, estamos a investir 36 milhões entre a Ribeira Funda e o Jardim do Mar”, declarou. Outras intervenções que citou foram as do Curral das Freiras, no Faial, e também no Porto da Cruz.

A RAM está também a candidatar-se a linhas de crédito no âmbito do quadro comunitário de apoio, para estes fins.

O objectivo na Calheta é salvaguardar a segurança das pessoas. Embora não a 100 por cento, disse Pedro Fino, que adiantou ser muito difícil garanti-lo, e mesmo prever futuras ocorrências.