PPM preocupado com mão-de-obra estrangeira na hotelaria madeirense

O PPM-Madeira veio mostrar-se preocupado com  o anúncio dos empresários hoteleiros da Região em ir buscar mão de obra ao estrangeiro. Os monárquicos madeirenses dizem saber que no passado recente houveram grupos hoteleiros que já recorreram a este tipo de trabalho, “que se transformou em trabalho de escravidão, sendo que os funcionários vinham com promessa de alojamento e refeições, mas que na altura da contratação os Srs. empresários ocultavam é que no dia de pagarem os devidos salários aos funcionários estes lhes seriam descontados, ou seja nos 4 meses de trabalho, os funcionários regressavam aos seus Países com pouco mais de 1500€.”.
Perante esta situação, o partido pede à entidade IRT “que se mantenha atenta a estas contratações e contratos de trabalho, para ver se efectivamente estão de acordo com o CCT da área hoteleira e restauração”.
“Não somos de forma alguma contra a contratação e o recorrer a mão de obra estrangeira para fazer face à falta de efectivos na área, mas se os Srs. empresários se dispusessem a pagar salários mais dignos, com horas diárias não acima das 8 ou máximo 10h, com pagamento monetário das horas extraordinárias, duas folgas semanais previstas no CCT nacional, de certeza que iriam ter mão de obra da Região contribuindo assim para que o desemprego baixe na Madeira”, refere o coordenador do PPM-Madeira, Paulo Brito.