A iniciativa “reafirma a condenação inequívoca da agressão russa, sublinhando que se trata de uma violação grave do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e dos princípios fundamentais da soberania dos Estados. O voto expressa o apoio claro à defesa da independência e da integridade territorial da Ucrânia, no respeito pelas suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, e reforça que qualquer solução de paz não pode legitimar, no plano político ou jurídico, aquilo que não foi conquistado no terreno”.
Em declarações, o deputado Carlos Fernandes, numa iniciativa com a Associação da Ucrânia com Amor, afirmou que “já passaram quatro anos da invasão russa à Ucrânia. Nós somos solidários com o povo ucraniano, não só com aquele que lá está, mas também com aqueles que encontraram conforto na nossa Região”. O parlamentar destacou que residem actualmente na Madeira mais de mil cidadãos ucranianos, “muitos deles perderam os seus familiares, os seus amigos, e estão cá no seu porto de abrigo”, sublinhando o papel da Região enquanto espaço de acolhimento e estabilidade num contexto de guerra.
Carlos Fernandes reforçou que “continuamos do lado da liberdade, dos povos que lutam pela resistência de todos nós, europeus”, defendendo que Portugal deve manter a coerência e firmeza demonstradas desde o início do conflito. “Portugal não pode abandonar, não pode recuar. Portugal tem uma área diplomática que tem de fazer por isso, tem que se valer pela credibilidade que foi construindo, e que hoje pode contribuir para uma solução de paz”, disse.
O Grupo Parlamentar do PSD Madeira sublinha, por fim, o papel desempenhado por Portugal e pela União Europeia no apoio político, humanitário e na defesa da Ucrânia, reafirmando que a paz desejável será necessariamente uma paz justa, duradoura e assente no respeito pelo direito internacional e pelos valores europeus.
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