Viagens: retratos do Uzbequistão

Hudoga Shutur: o sonho realizou-se. Em Uzebeque, a expressão significa “ Obrigado, meu Deus”. Isto por mais uma excelente experiência de viagem. De malas aviadas, regresso à ilha, com saudades de ver o mar e de saborear uma simples sandes de espada. Por enquanto sou um viajante solitário nestas paragens longínquas, sendo o único entrave o não domínio da língua.

Felizmente sou versado em “gestual”, que serve de ajuda. Nos restaurantes, os menus são quase incomprensíveis e sem imagens. Fazer uma refeição é uma verdadeira roleta russa. Mas enfim, se não gostas deixa na roda do prato, já dizia a minha avó materna. Dezenas de quilómetros estão contabilizadas nas minhas pernas, dezenas de quilómetros percorridos debaixo de um calor tórrido, por locais emblemáticos de passagem dos caravanistas que faziam esta rota de comércio da Ásia para a Europa, que acabou conhecida como “Rota da Seda”. Noutros tempos, o Uzbequistão foi o centro do Mundo.

Estou satisfeito por ser um cidadão que muito viajou, conhece muitas coisas, e quem tem muita experiência fala com discernimento! Quem muito viaja aumenta a sua habilidade. Vi muitas coisas nas minhas viagens, já diz a Bíblia, mas esta foi diferente e o meu conhecimento ultrapassa as minhas palavras. Dei a volta às dificuldades, graças ao Senhor e à minha experiência!

Encerro com uma série de retratos do povo uzbeque. As expressões dos retratados exprimem a verdadeira alma humana e valem mais que mil palavras. A quem aqui me recebeu Tashakkur – obrigado!


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