Rui Marote
O Estepilha tem sido alvo de interpelações na via pública. “O amigo anda preocupado com os gastos em diversas áreas governativas !? O dinheiro não é seu…” “Está enganado! É meu, é teu, é nosso!”, respondo, e dou como exemplo o mote de uma grande campanha feita há anos num diário local, reclamando para os madeirenses o Palácio de São Lourenço…
O dinheiro é de todos nós, dos nossos impostos, e compete a todos saber se são bem empregues. Esta tarefa pertence aos representantes na Assembleia Legislativa da Madeira, especialmente
à oposição.
à oposição.
Ao Estepilha compete alertar e abrir os olhos aos “cegos”. Alguém já viu um cego conduzir outro cego? Caíam no abismo.
Aqui vai, portanto, mais uma historieta das nossas…
O hospital da Cruz de Carvalho, hoje Nélio Mendonça, foi inaugurado a 9 de Setembro de 1973.
Encontrava-me então na cidade de Lourenço Marques – Moçambique.
Recebi uma cartinha da minha mãe que narra esse acontecimento: “Filho, foi inaugurado um novo Hospital! Parece um hotel, com dois doentes por quarto e até tem telefonia!”, maravilhava-se a minha mãe.
Hoje sei que essa infraestrutura hospitalar não tinha bloco ambulatório, urgência e consultas externas, obras construídas anos mais tarde.
Em 1984, Manuel Bazenga Marques foi nomeado secretário regional com as tutelas da saúde, segurança social e trabalho.
Durante o seu mandato foram efectuadas obras de recuperação ao bloco operatório.
O cirurgião-geral “trocou” a bata branca de médico pelo fato macaco de engenheiro construtor.
Vizinho de Bazenga Marques, o Dr. Buller, que conheci no hospital universitário de Lourenço Marques, hoje Maputo teve carta branca para remodelar o bloco.
As obras ficaram conhecidas na altura por “de Santa Engrácia”, pois nunca mais acabavam.
O Dr. Buller construía hoje e desmanchava na semana seguinte.
No dia que o bloco entrou em funcionamento, no lavatório utilizado pelo pessoal médico, os canos não estavam ligados. 38 anos decorridos, contam-se pelos dedos das duas mãos quantas intervenções já foram feitas ao edifício operatório.
Estepilha: do original não deve sobrar nenhuma pedra.
Recentemente o SESARAM assinou contrato no valor de 2.3 milhões de euros com uma empresa construtora para remodelar novamente o bloco operatório.
O Estepilha aplaude. Para a saúde tem sempre o meu voto a dobrar e até de olhos fechados. Mas ninguém, até o dia de hoje, contabilizou quantos milhões de escudos e milhões de euros já foram gastos em obras de blocos operatórios no “Nélio Mendonça”. Já podíamos ter um mini-hospital.
Até que o Novo Hospital esteja concluído (que seja breve) irão ainda surgir novas remodelações no eterno bloco? Estepilha!!
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