Estepilha: “capim” dá as boas vindas aos visitantes no porto do Funchal

Rui Marote
Caminhamos para a Semana Santa e os Portos do Funchal continuam a autorizar a implantação de inestéticas barracas na orla marítima, a lembrar os “tabernáculos” em Israel.
O Funchal Notícias, em 11 de Março, alertou: “Tabernáculo não desmonta à entrada do cais”. Dia sete de Abril procedeu-se à desmontagem. Mas foi pior a emenda que o soneto: outra barraca começou a ser montada na cobertura dos restaurantes da Marina. O Estepilha chegou a pensar tratar-se de um evento de fim-de-semana, mas afinal destina-se a testes de Covid-19. Conclusão: de Caifás para Pilatos, carrega e descarrega, andou cem metros.
Mas há ainda um outro cenário inestético, conforme as fotos documentam. Numa terra de flore, o “capim” ergue-se majestoso dando as boas vindas aos visitantes dos nossos portos.
Recordo quando cheguei ao norte de Moçambique, bem no extremo, numa terra chamada Olivença, no distrito do Niassa, fazendo fronteira com a Tanzânia.
No aquartelamento de terra batida com casas de zinco seria a minha morada por nove meses. Um dos meus primeiros serviços foi comandar uma secção na “capinagem” do quartel.
Com sangue na guelra em apresentar serviço , os soldados indígenas exclamavam: “O meu furriel chegou agora, nós aqui estamos há dois e três anos! Isto não é para se fazer, mas para se ir fazendo!”
Hoje vou aplicar alguns termos do dialecto de Lourenço Marques para que me possa entender  com a Engª Cabaço, caso este Estepilha mereça um desmentido dos Portos e que venha com tradução. Buialéne engenheira, os portos não têm “mainatos”, pois não tem “saguates” para capinar…
Ficamos por aqui! Até amuzuk, ambanin, Kalimambo…