CDU lamenta recusa em celebrar-se o 25 de Abril “condignamente” na CMF

A CDU refere, em comunicado, que nos últimos 8 anos o Funchal “tem-se associado às comemorações que acontecem por todo o País, celebrando a Revolução dos Cravos e a conquista da Liberdade do nosso País, através de uma Sessão Solene, onde todas as forças partidárias com representatividade na Assembleia Municipal usavam da palavra”.

“Independentemente das suas diferenças político-partidárias e ideologias, a verdade é que nesta Sessão ouvimos dos vários quadrantes políticos a importância de continuar a celebrar os valores de Abril. Após apresentação de Requerimento pela Deputada Municipal da CDU, Herlanda Amado, no passado dia 29 de Março, a resposta que não se esperava chegou, a recusa em celebrar o 25 de Abril condignamente, contrariando o que se passou ao longo dos últimos anos”, lamentam os comunistas.

O Presidente da Assembleia Municipal através de comunicação escrita, (em anexo), informa que “a Assembleia diligenciará pela participação de todos os municipais”, no “encontro-conferência, que juntará várias gerações num debate sobre a importância do 25 de Abril”.

Ora, este argumento da parte do presidente da Assembleia Municipal não tem qualquer fundamento, quando seria perfeitamente possível conciliar estas e outras iniciativas que possam vir a ser desenvolvidas pelo Município, ainda para mais no ano em que arrancam as comemorações oficiais dos 50 anos do 25 de Abril, que se assinalam em 2024 e que prosseguirão até 2026.

“O que está em causa não é a realização das conferências ou debates; o que está em causa não é o momento musical ou o artista convidado para as celebrações do 25 de Abril, o que verdadeiramente está em causa com esta recusa por parte do executivo camarário do PSD-CDS, em realizar a Sessão Solene, é tentar branquear o que de pior teve a nossa História recente, é branquear o fascismo e a ditadura que ensombrou o nosso País durante 48 anos”, afirma a CDU.