Dizem que não há como um bom início para deixar uma excelente marca. E foi isso que José Manuel Rodrigues fez. Com a distância do tempo, sabe-se hoje que Rui Barreto contentava-se com uma única secretaria regional com que o tarimbado PSD o queria atrair para assinar o acordo de coligação governativa regional.
Só que José Manuel Rodrigues, que joga na “Champions League” há muitos anos, não foi no jogo do recém-chegado à “Promoção”, que era na Madeira, nos anos 60 e 70, onde jogavam os que não tinham lugar na Primeira Divisão Regional, e mostrou ao PSD quem era o verdadeiro líder do CDS.
Daí até à Presidência da Assembleia Regional foi apenas uma questão de dias, assumindo o lugar no cadeirão de Primeira Figura da Autonomia Regional.
É ao olhar para esse cadeirão que muitos “olheiros” da política dizem que o “Zé Manel”, para os amigos, está “a fazer um trabalho fantástico”, de fazer dores de cotovelo ao PSD, mas com isso também tem ofuscado a liderança do Barreto e se afirmado, mais uma vez, como o verdadeiro líder do CDS.
O CDS anunciou que ia para Congresso Regional em Junho. É de dar graças a Deus! Já não era sem tempo. Rui Barreto foi eleito por três anos, mas completa em Julho quatro anos de mandato. Fomos ver as estatísticas regionais e nenhum partido, com pandemia ou sem pandemia, com constipações ou obstipações, tem recorde igual.
Depois dessa reunião magna de 2018, Rui Barreto garantiu a “pés juntos”, numa entrevista ao Funchal Notícias, que não existia “qualquer liderança bicéfala”. Também dizia que só sabia “fazer política de proximidade”, mas há militantes a jurar que só o conhecem pelas fotografias.
Garantia ainda que o CDS “não podia desperdiçar os seus melhores quadros”, mas nunca como agora o CDS se pareceu tanto com “o clube de alguns amigos”.
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