As tensões agudizam-se na Europa de Leste. O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu ontem duas regiões separatistas da Ucrânia como nações independentes e deu ordem para tropas russas serem enviadas para ambas, algo que entretanto foi aprovado já na Rússia a nível parlamentar. A decisão inflamou a retórica da NATO, que tem estado há semanas a anunciar uma potencial invasão russa da Ucrânia e a pressionar Putin para que retire as tropas da fronteira.
A União Europeia, entretanto, já começou a pôr em prática sanções contra a Rússia, agudizando o conflito, interrompendo o fornecimento de gás russo através de um gasoduto, perante a atitude russa do reconhecimento das regiões separatistas, que é visto como um pretexto para uma invasão russa na Ucrânia. Vladimir Putin diz que se trata apenas de enviar tropas “de manutenção de paz”, mas os EUA dizem que isso é um contra-senso.
Outras nações ocidentais, entretanto, além da Alemanha, preparam-se para impor sanções à Rússia.
Ursula von der Leyen, presidente da União Europeia, anunciou também sanções contra entidades e indivíduos russos relacionados com a decisão de reconhecer as áreas separatistas do Leste da Ucrânia. Segundo a BBC, essas medidas visam não só deputados russos que votaram a favor desse reconhecimento como bancos russos e boicotes aos mercados financeiros ocidentais. “Tornaremos o mais difícil possível à Rússia prosseguir as suas acções agressivas”, disse a presidente da UE.
Ursula von der Leyen saudou ainda a decisão alemã relativa ao gás russo, considerando que a Europa está ainda muito dependente do mesmo, pelo que há que diversificar as fontes de fornecimento.
Entretanto, o presidente norte-americano Joe Biden deverá anunciar hoje também sanções norte-americanas à Rússia.
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