Santa Cruz diz que estar fora da ARM permite depender menos do Estado

O executivo de Santa Cruz levou hoje à reunião de Câmara o relatório semestral dos revisores de contas relativo à execução do Orçamento do ano de 2021. Na ocasião, o autarca Filipe Sousa realçou que as contas da autarquia têm registado uma evolução muito favorável, com uma cada vez menor dependência das transferências do Estado. Uma circunstância que afirma estar ligada ao aumento da receita própria e a uma “rigorosa gestão orçamental”.
O autarca destacou, contudo, que estas conquistas financeiras têm ainda a vantagem de estarem a ser alcançadas sem penalizar as famílias.
“Se acaso tivéssemos optado por um aumento generalizado de impostos como pretendia o PSD em 2013, esta seria uma trajectória mais fácil e rápida, mas a nossa opção foi outra porque não é justo sobrecarregar a população”, declarou.
Filipe Sousa recordou, por outro lado, que algumas das opções foram manter o IMI na taxa mínima e não entregar o sector das águas e saneamento à ARM. “Se o tivéssemos feito, estávamos completamente dependentes das receitas do Estado e sem margem para investimento”, opinou.
O autarca diz que há boas razões para olhar com ambição os próximos anos em termos de investimento, pese embora alguns riscos alheios ao Município, como é a anunciada crise nacional e internacional, decorrente da COVID 19.
Apesar de tudo, está optimista de que o Município poderá continuar a investir nos seus eixos estratégicos da coesão social, sustentabilidade ambiental e coesão territorial.
A reunião de hoje foi marcada, de resto, pela unanimidade, com a Coligação Cumprir Santa Cruz a aprovar os restantes pontos em agenda: a cedência de uma ambulância já fora de uso à Cruz Vermelha e de componentes não usados de um carro vassoura ao Funchal.
Foi ainda aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pela morte da artista plástica Lourdes Castro, onde é destacada a genialidade e qualidade da obra e a honra que foi ter escolhido o Município de Santa Cruz, concretamente a freguesia do Caniço, para viver.