Legislativas 2022: Bipolarização pode prejudicar os partidos pequenos como o RIR

A candidata independente e cabeça de lista do partido RIR-Reagir, Incluir e Reciclar, pela Madeira, à Assembleia da República é Liana Reis.

FUNCHAL NOTÍCIAS: Com que objectivo o RIR concorre pelo Círculo da Madeira?

LIANA REIS: O principal objetivo desta candidatura é mudar o comportamento eleitoral regional, combatendo a abstenção e diminuindo a bipolarização que se tem vindo a verificar nestes últimos actos eleitorais. Estamos cientes que se trata de um objetivo a longo prazo, no entanto queremos demonstrar que continuaremos a trabalhar para dar voz ao cidadão comum e proteger os madeirenses e porto-santenses contra as injustiças e a falta de seriedade que temos verificado da parte do governo central em relação à Região Autónoma da Madeira.

FN: Quais são as cinco principais medidas que merecem ser defendidas na Assembleia da República?

LR: As 5 principais medidas, na opinião do RIR MADEIRA, que devem ser defendidas da Assembleia da República são:
• Construção do novo hospital deve ser financiada a 100% pelo Governo central, visto tratar-se de uma infraestrutura de utilidade pública essencial a toda a população da Madeira e Porto Santo, população essa que também é portuguesa. Para nós, não existem portugueses de primeira ou segunda
categoria.
• Continuidade territorial tem obrigatoriamente de ser assegurada pelo Governo central, tanto da questão do ferry como na questão do Subsídio Social de Mobilidade para a Madeira. É incomportável à maior parte das famílias
madeirenses os preços astronómicos praticados pelas operadoras nas viagens Funchal-Lisboa-Funchal. A lei foi votada, aprovada, logo tem de ser cumprida.
• Segurança social mais justa, em que defendemos a dignidade da população idosa com aumento gradual das pensões mínimas. É vergonhoso aumentos inferiores a 5€ nas pensões mais baixas, quando essas pessoas muitas vezes têm de optar ou pelo supermercado ou pela farmácia.
• Defendemos e aceitamos a proposta do aumento gradual do salário mínimo para 900€, no entanto deixamos aqui uma questão: e os técnicos superiores, serão também aumentados de forma equilibrada em relação ao salário mínimo? É que se assim não for as pessoas ou vão deixar de estudar ou cada vez mais procurar emprego fora de Portugal.
• Sistema judicial mais transparente, célere, seguro e rigoroso, onde defendemos a não prescrição dos crimes de homicídio, violação, abuso sexual, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Igualmente defendemos uma revisão urgente da lei para casos de violência doméstica, quer seja física ou psicológica, com agravamento significativo da pena para os agressores e meios de proteção mais eficazes para as vítimas.

FN: Quem são os 6 candidatos efectivos do RIR?

LR: Somos uma lista composta apenas por candidatos independentes, sendo os efetivos na ordem abaixo indicada:
• Liana Reis – Enfermeira
• Roberto Vieira – Técnico Superior de Educação
• Joana Mendes – Assistente Operacional
• José Gonçalves – Enfermeiro
• Maria Carvalho – Enfermeira
• Maria Ivone Carvalho – Técnica de Audiologia.

FN: Quanto vai gastar o RIR-Madeira nesta campanha?

LR: Tal como nas anteriores eleições, o RIR Madeira irá fazer uma campanha eleitoral com a respetiva conta a zeros. O RIR é um partido sem assento parlamentar, logo sem subvenções do estado. No entanto, mesmo sem subvenções não deixamos de fazer a nossa campanha nas últimas eleições autárquicas, tendo conseguido fazer chegar a
nossa mensagem aos eleitores através da comunicação social e redes sociais. Todas as
nossas iniciativas físicas foram e serão feitas com as nossas próprias viaturas, com custos de combustíveis pago do nosso bolso, sendo que até um café que possamos beber após ou antes de uma iniciativa é pago à vez por nós!

FN: Para ser eleito são precisos entre 14 a 15 mil votos. Com 16 forças políticas a concorrer que hipóteses tem o RIR?

LR: Não estamos cá para iludir nem o eleitorado nem a nós próprios. Sabemos desde o
início ser muito difícil eleger 1 deputado à Assembleia da República pelo RIR Madeira,
não só pelo vasto leque partidário à corrida ao parlamento, mas também pela inevitável bipolarização e pelo estigma de sermos um “partido pequeno “. Existe um longo caminho a percorrer pelo RIR Madeira, que será feito com dedicação e persistência, sem falsas promessas e sempre em busca do melhor para a Madeira e
Porto Santo.