Não é Manaus, no Brasil: é o cemitério de São Martinho

Rui Marote
Na sequência da noticia publicada ontem com o título  “Morrer de Covid-19 tem restrições e custos”, hoje mostramos a aparência da ala Covid-19 destinada aos mortos desta pandemia, no cemitério de São Martinho. Qualquer semelhança com as valas comuns do estado amazónico de Manaus é pura coincidência, embora numa dimensão não expressiva.
Na melhor ilha do Mundo, com a economia a funcionar e com a estatística a colocar-nos na Região mais pobre do país, é caso para pensar se a economia não funcionasse, que lugar ocuparíamos no ranking.

É este o local onde se enterram os mortos Covid… um autêntico campo de bananeiras. Felizmente o número dos nossos mortos  pela doença causada pelo coronavírus não tem expressão particularmente significativa e nunca existiram valas comuns… Já não é mau.  Mas o departamento da Câmara Municipal responsável por esta área devia ter mais respeito e dignidade.
Nem vamos comparar os nossos cemitérios com os de outros países, onde os mesmos parecem autênticos jardins. Mas a verdade é que já lá foi o tempo em que se abriam covas à mão. Hoje fazem-no com máquinas que depõem autênticos montes de terra à beira da mesma. Já estivemos em funerais em que essa terra amontoada foi subitamente deixada cair para dentro da cova, fazendo com que todos os circunstantes apanhassem um autêntico banho de poeira nas roupas e nos olhos, com vento a favor… Se isto não é terceiro-mundista…