Estepilha: moto 4 na amarração de cruzeiros

Rui Marote
Estepilha, a nova marca dos Portos começa a funcionar. É registar a patente. A Madeira continua a ser modelo e matriz dos portos a nível mundial. O director de portos, oficial engenheiro da marinha destacado nos Portos, descobriu o “ovo de Colombo”. A Madeira vai ter motos 4 para usar na amarração de cruzeiros. Esta vem depois das cinco bicicletas adquiridas há muito pela APRAM para que os funcionários se deslocassem mais rapidamente entre os navios atracados. Não funcionou, e hoje as bicicletas “dormem” num armazém aguardando que a ferrugem se apodere destes velocípedes.
O Estepilha recorda, a propósito, um episódio de um candidato a eleições autárquicas, que exigiu uma bicicleta eléctrica dobrável. O partido pagou e mandou buscar ao “rectângulo”. Foi exibida durante a campanha, mas não foi eleito e quando regressou ao continente levou a bicicleta. Foi aquele partido que teve a sede de campanha na rua da Queimada.
Em 1996, quando estive na Junta de Freguesia de São Pedro, a Junta tinha uma moto no inventário. Como secretário, perguntei às funcionárias onde estava a moto: Resposta: foi comprada pelo anterior presidente para as voltas efectuadas pelo “criado” do presidente. No entanto, ao sair a moto desapareceu até aos dias de hoje. Foi necessário baixar à carga e esquecer.
Os navios quando chegam aos portos lançam um cabo fino com uma pinha (para lançamento à distancia) que tem o nome de retenida, utilizado para passar cabos grossos de de um navio para outro ou de um navio para o cais, por ocasião da atracação.
Hoje os grandes cruzeiros tem cabos de uma espessura por vezes difícil nas manobras, sendo necessários três homens para os colocar no cabeço.
Recordamos o antigo paquete Queen Elizabeth, que usava cabos de aço (hoje fora de uso) e quando o cabo caía à água era necessário o apoio de uma máquina. Tudo isto passou à História.
Hoje alguém sonhou com as moto 4 para levar esses cabos até os cabeços. Uma manobra que pode sair cara, uma vez que essas motos podem estar sujeitas a virar??? Já agora que sejam eléctricas, para termos um porto em defesa do ambiente.
Estepilha, o porto do Funchal só tem uma empilhadeira que se desdobra do Cais Sul para o Cais Norte e rampa de São Lázaro… Talvez uma nova empilhadora ofereça condições de segurança, talvez adaptada seja eficaz para essa nova tarefa. O Estepilha promete estar atento ás manobras desses veículos.