Estepilha: as medições não deveriam ser feitas à saída?

Rui Marote
O Estepilha acha muito bem as medidas profilácticas, mas não percebe porque se aplicam nuns casos e não noutros. Na Praça do Povo, o Wine Lounge é um lugar privilegiado ao ar livre para os visitantes desfrutarem de provas de vinho e gastronomia regional integrado na Festa das Vindimas.
Ora, à entrada, um funcionário mede a febre dos visitantes, conforme as fotos documentam. Faz o seu trabalho, claro, como lhe indicaram. Mas mesmo perto, para outros eventos, já não é preciso. Por exemplo na exposição de flores no Largo da Restauração em pavilhão coberto com um limite de 50 pessoas. Também na placa central da Avenida Arriaga, num auditório fechado, decorrem os concertos com normalidade. É assim na exposição de artesanato e bordados e restantes barraquinhas.

O governo entretanto prepara-se para levantar esta semana as restrições às discotecas.
Não se compreende que, para tomar um copo de vinho junto ao mar, se faça este aparato de com os estrangeiros uns ao lado dos outros para testar a temperatura.
O Estepilha sugere que se faça a medição é à saída, acompanhada de conselhos, como por exemplo “se bebeu, não conduza”…