Mais Porto Santo faz balanço positivo ao mandato: “Só não fizemos mais porque não nos deixaram”

O Mais Porto Santo aproveitou ontem a última reunião do Executivo, para fazer um balanço do mandato que agora termina.

Segundo um comunicado de imprensa, o vereador do Mais Porto Santo, José António Castro aproveitou para fazer um balanço “do que foi feito, do que deveria ter sido feito e do que ainda falta fazer”.

“O nosso compromisso foi com a população que nos elegeu e é a ela que agora apresentámos contas. O nosso papel foi fiscalizar a actuação da Câmara e a aplicação de dinheiros públicos”, justifica.

Sobre o que foi feito, o Movimento alega que “centrou-se muito na consolidação das Finanças do Município e pouco na resolução dos problemas dos portossantenses, no investimento e dinamização da economia”

“O pouco que foi feito não foi só da Câmara mas por parte do Governo Regional, do Governo da República, mormente no que se refere à mobilidade aérea e marítima”, refere.

Segundo José António Castro, “a Câmara viveu metade do mandato assente numa maioria circunstancial e artificial, dadas as circunstâncias de todos conhecidas da vereadora do PS que passou a independente”.

Além disso, dizem, “só por teimosia política e para não dar o braço a torcer, muitas das propostas válidas do Mais Porto Santo não foram implementadas”.

Sobre  “O que deveria ter sido feito”, o Mais Porto Santo, “em nome e para resolver os problemas das populações, apresentou dezenas de propostas ao longo do mandato, em várias instâncias, na ilha do Porto Santo e fora dela”.

“A maioria das nossas propostas caíram em saco roto”.

Aconteceu sobre as propostas concretas para ajudar as empresas e as famílias por causa da pandemia da COVID-19, a criação de um gabinete de crise para apoiar os portossantenses, a criação de uma nova Operação Integrada de Desenvolvimento (OID), a defesa da ideia de que o Porto Santo deveria ser Município-piloto na aplicação da Lei-quadro da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais.

Segundo o comunicado, também foram propostas medidas concretas para proteger a ilha do Porto Santo da COVID-19, 13 medidas para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus ou o micro-crédito.

“Medidas que podiam e deviam ter sido implementadas pela Câmara Municipal, pelo Governo Regional e empresas concessionárias; e pelo próprio Governo da República”, revela o Mais Porto Santo.

O Movimento diz que esteve na linha da frente das reivindicações sobre a operação aérea Funchal/Porto Santo, recomendou à Câmara Municipal do Porto Santo, a suspensão da cobrança nos parquímetros em todo o concelho, a criação de um Regulamento de apoio às empresas e empresários do Porto Santo para mitigar os efeitos económicos da pandemia COVID-19, o programa municipal de apoio às empresas.

Propôs a criação de uma “bolsa de formação”, na Câmara Municipal, para apoiar desempregados e trabalhadores sazonais que perderam o vínculo laboral. A proposta foi rejeitada. Denunciou a inactividade da Casa do Povo de Nossa Senhora da Piedade em contexto de pandemia COVID-19 em detrimento do apoio à Junta de Freguesia, cuja conotação política é inevitável.

“Fomos acusados de demagogia e de fazer aproveitamento político. Nada disso. Fizemos política pela positiva. Apresentando alternativas à governação”, revela.

O Mais Porto Santo congratulou-se com a ideia de alargar a todos os meses do ano do subsídio de mobilidade para que os madeirenses visitem o Porto Santo, ideia que, pioneiramente, defendeu em 2018, e foi aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira a 6 de maio de 2020.

Propôs e viu aprovado por unanimidade, um voto de congratulação pelo aparecimento da Associação de Indústria, Comércio e Turismo do Porto Santo.

Congratulou-se com o regresso da Binter à linha Madeira/Porto Santo e com as viagens diárias do Lobo Marinho. Propôs o apoio nos manuais escolares e bolsas de estudos para os universitários que estudam fora.

Mais recentemente, na defesa dos interesses do Porto Santo, votou contra a saída de um membro do Município do Porto Santo da empresa Águas e Resíduos da Madeira e, ao longo do mandato, ao contrário de outros, viabilizou orçamentos Municipais.

Defendeu programas como o Life Dunas, Biosfera, aquisição do actual edifício pelo Município, empréstimo bancário a ele associado, planos de pagamentos para empresas de construção civil.

“Só não fizemos mais porque não nos deixaram”, revela.

Sobre o que falta fazer, o movimento revela que são “muitas coisas.”

O orçamento anual da Câmara ronda os 4,8 milhões de euros.

“É pouco (e nós também achamos que somos prejudicados pelas verbas transferidas da República) mas o dinheiro tem de ser bem gerido. Fizemos propostas, trocamos ideias, viabilizamos o que tínhamos de viabilizar, chumbamos o que tínhamos de chumbar mas saímos de cabeça erguida. Não fomos uma oposição bota-abaixo”, remata.

José António Castro desejou as maiores felicidades a todos aqueles que serão eleiots no próximo domingo.

“O Mais Porto Santo não foi votos mas, como diria um ilustre político da República, “vamos andar por aí”, remata.


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