PS aponta baterias à gestão dos dinheiros públicos em São Vicente

O PS apontou hoje bateria à Câmara Municipal de São Vicente, considerando que a mesma “tem de ser uma entidade credível, respeitada e com uma atuação à prova de qualquer suspeita”.

Ora, para Helena Freitas, candidata do PS-M à presidência da Câmara Municipal, “as informações trazidas a público na edição desta segunda-feira do Diário demonstram que o executivo liderado por José António Garcês não respeita os munícipes e faz da autarquia um clube de amigos e de negociatas em total impunidade”.

A candidata socialista demonstra-se preocupada não só com o facto de a Câmara Municipal privilegiar determinadas empresas com quem tem ligações pessoais como com a leviandade como o executivo camarário procura normalizar decisões tomadas à revelia das recomendações dadas pelas entidades reguladoras.

“É francamente mau São Vicente ser destaque nas notícias pelos piores motivos. Depois da situação do amianto encontrado enterrado num terreno no sítio das Ginjas, um verdadeiro atentado ambiental e uma situação com elevado risco para a saúde das pessoas que tem de ser cabalmente esclarecido, agora é a gestão financeira sem critério da autarquia. A forma como o executivo de José António Garcês procura branquear uma situação de má gestão dos dinheiros públicos com justificações fracas, mal sustentadas que não convencem ninguém. Não é admissível em pleno século XXI que se faça a gestão de uma Câmara Municipal como se fosse um clube de amigos, onde se toma decisões sem critério, porque sim, e se beneficia amigos e compadres”, afirma Helena Freitas.

O artigo do Diário refere que do montante total de contratos do Município de São Vicente, quase 70%, o equivalente a 4,7 milhões de euros, foram adjudicados sem haver uma verdadeira concorrência. “As prioridades estão invertidas para o executivo camarário. Ao invés da defesa do bem comum, de investir onde as pessoas mais precisam, os dinheiros públicos são atribuídos com adjudicações sem qualquer concurso público, sem promover uma sã concorrência entre as empresas. Não é possível continuar a gerir os destinos de São Vicente nesta lógica do ‘quero, posso e mando’”, critica Helena Freitas.

A candidata socialista aponta este caso como apenas mais um sinal de que a capacidade do atual executivo camarário está esgotada e que é tempo de iniciar um novo ciclo no concelho.