Ireneu Barreto espera novo relacionamento entre os governos da República e da Região

Foto arquivo

O representante da República, Ireneu Barreto, fez, na partida do presidente da República da Região, esta tarde, um balanço positivo dos “quatro dias de intensa actividade” que cá se viveram. Uma actividade que foi, nuns casos, mais pública do que noutros. Como actividade mais discreta, deu a condecoração atribuída à artista madeirense Lourdes Castro, por questões de “privacidade”. O dignitário deu ainda exemplos de acções realizadas na RAM pelo mais alto magistrado da Nação, como a ida a Câmara de Lobos ou o encontro com estudantes no Palácio de São Lourenço, e a ida ao Regimento de Guarnição nº 3… “Na minha perspectiva, como madeirense, foram quatro dias reconfortantes para nós”, numa altura em que “estamos a sair de uma crise difícil”.

A visita de Marcelo é, no entender do juiz conselheiro, “óptima para a nossa auto-estima”. Por outro lado, declarou-se “profundamente grato para com a população” pelo modo como acorreu às cerimónias desta manhã. “Excederam as minhas expectativas”, portando-se com elevação “aos valores supremos da Pátria”.

Por outro lado, frisou que, com Marcelo Rebelo de Sousa, percorreu as ruas do Funchal e contactou com numerosos turistas, o que já indica um período de retoma económica e turística. “Tivemos a ocasião de dizer ao mundo que podemos receber não importa quem, que queira vir à Madeira. A Madeira é um destino de excelência único no mundo”, declarou, que prima pelo clima, e pela paisagem.

Ireneu Cabral Barreto referiu, por outro lado, e citando o presidente da República, que os portugueses, e os madeirenses inclusive, têm a obrigação de apoiar os emigrantes, quer lá fora, quer quando eles voltam para o nosso seio. A integração dos mesmos tem sido “muito boa, muito positiva”. Por outro lado, referiu que as relações entre o governo da República e o da Região é uma das pedras de toque da nossa autonomia, e o facto de o primeiro-ministro e o presidente do parlamento nacional terem cá vindo suscita esperanças de uma relação “clara, franca e aberta” entre os dois governos. “Espero que isto seja um ponto de partida para uma nova relação entre a República e a Região Autónoma”, declarou.