Rui Barreto acusa o PS de viver numa “realidade paralela”

O CDS veio hoje responder ao PS, em particular a António Costa e a Miguel Gouveia, por declarações proferidas aquando da visita à RAM do líder socialista a nível nacional.

Para o presidente da Comissão Política Regional do CDS-M, Rui Barreto, o PS-M continua a não perceber que perdeu as eleições. “É um direito que têm (alguns) socialistas, o de viver numa realidade paralela”, ironiza. “Aquilo que já não parece tão bem é que acusem do CDS-M de ser muleta do PSD, quando em Outubro de 2019 valorizavam tanto o nosso partido, quando fizeram públicos e dramáticos apelos a uma coligação connosco”.

“Como apenas com humor se pode responder a alguns recalcamentos, é bom lembrar o PS de que só os cochos (sic) necessitam de bengala, mas o problema dos socialistas madeirenses era tão grave, que nem com uma só bengala chegavam lá”, diz Rui Barreto num comunicado à imprensa.

Para Barreto, entende-se que o PS não perdoe ao CDS “ter garantido a estabilidade da governação da Região, sendo impensável que essa estabilidade não estivesse garantida, quando atravessámos uma das situações mais difíceis da nossa história e quando, diariamente, é revelada a falta de preparação e a incapacidade do PS-M, duvidando-se até que Paulo Cafofo ainda seja líder da oposição”.

“O que já não se entende”, acrescenta, é que o secretário-geral e primeiro-ministro socialista, António Costa, venha à Região apontar caminhos para a recuperação económica, quando o Governo da República, reiteradamente, tem ignorado os pedidos de ajuda da Região”, afirma o centrista.

Para Rui Barreto, “é gritante a total falta de apoio do governo socialista da República, que se refletiu no aval para um empréstimo que a Região contraiu para fazer face à crise económica criada pela pandemia e, mais recentemente, ao não defender a Madeira no encerramento do corredor verde com o Reino Unido. A postura de António Costa, que conta com o apoio do PS Madeira, é a todos os títulos condenável, sendo que os Madeirenses e Portosantenses tirarão, a seu devido tempo, todas as ilações”, declara.

Por outro lado, considera condenáveis as declarações proferidas pelo presidente da CMF, Miguel Silva Gouveia “que, querendo vitimizar-se, comparou, jocosamente, o tratamento do Governo Regional às autarquias com “violência doméstica”, ofendendo gravemente todas as vítimas de violência doméstica”.

“O CDS rejeita liminarmente o populismo dos socialistas locais e a falta de solidariedade do Governo da República, que conta com o apoio do PS Madeira. Se não querem ajudar, pelo menos não prejudiquem os madeirenses”, apela Barreto.