Albuquerque satisfeito com chegada de novas remessas de vacinas contra a Covid-19

O presidente do Governo Regional disse hoje que já receberam a primeira inoculação da vacina contra a Covid-19 35.4% da população, e 14.6 com a segunda inoculação. Entretanto, referiu que no mês de Junho a RAM receberá 75 mil vacinas da Pfizer, e 32 mil vacinas da Johnson, que exige apenas uma inoculação. O número de vacinas que a Região vai receber da Johnson no mês que vem, “está acima da nossa previsão”.

Entretanto, e comentando a reabertura do arquipélago ao turismo, considerou que a mesma irá “correr bem”, mas que é preciso continuar a cumprir escrupulosamente as normas de distanciamento, que terão de ser mantidas durante “largos meses”.

Albuquerque falava à margem de uma visita realizada hoje à obra, agora concluída, de reabilitação do cais da Ribeira Brava. Sobre a mesma, considerou que se tratou de uma obra complexa, morosa e custosa. “Foram aqui investidos, no pontão, nas acessibilidades e em todas as infraestruturas de protecção ao molhe, bem como no arranjo da escarpa, um milhão e setecentos mil euros”, declarou.

Tal insere-se num conjunto de obras que constam de um contrato-programa com a Administração de Portos da Madeira (APRAM), de requalificação dos portos da Madeira, num investimento total de 5,8 milhões de euros. Na Ribeira Brava, falta ainda a reabilitação da rampa.

Procurou-se criar no local, adiantou o presidente, novas condições de abastecimento, para os pescadores, em termos de água e electricidade. Falta ainda realizar-se uma ligação pedonal, e possivelmente também para bicicletas, entre o cais e a promenade. A terceira fase das obras, disse Albuquerque, está prevista para avançar em 2022.

A ideia, avançou, é tornar a Ribeira Brava “um grande pólo de atracção turística”, e “trazer os catamarãs aqui, numa maior e melhor oferta para o turismo”. O governante enfatizou ainda a aposta que, disse, está a ser feita pela autarquia ribeirabravense no centro da vila. Na igreja da localidade, acrescentou, será feito um “centro de exposição do tesouro, pois a colecção de pratas da Ribeira Brava é talvez a melhor da Madeira”.

Na ocasião, Albuquerque foi confrontado pelos jornalistas por críticas apresentadas por pescadores, que dizem que a infraestrutura tornou o local mais vulnerável às marés vivas.

“Eu não percebo nada de obras”, retrucou simplesmente, dizendo que “isto foi feito tendo por base estudos técnicos de contenção do mar”.

“Eu acho que está muito melhor, porque o que estava aqui era um cais todo partido e aos pedaços”, declarou.

Desvalorizou ainda as críticas dos pescadores dizendo que “temos milhões de engenheiros, milhões de epidemiologistas… são opiniões. Nós fazemos as obras tendo por base estudos técnicos”.