Festival Regional de Teatro Escolar prossegue em força no youtube: teatro, espaço de felicidade e de responsabilização

Grupo de Teatro da APEL. Fotos DR.
Grupo de Teatro da APEL.

Os trabalhos a concurso no XXIX Festival de Teatro Carlos Varela foram lançados no canal do Youtube O Moniz – Carlos Varela (https://bit.ly/3exrk6b)logo a partir das 8h00. Segundo a equipa de produção do evento, essa opção teve por objetivo libertar os trabalhos o mais cedo possível em cada um dos dias para que estes pudessem começar a ser visualizadas logo no primeiro tempo de aula. Essa opção teve por objetivo chegar ao maior número de pessoas possível. Juntamente com o vídeo foi associado um link para avaliação de cada curta.

Nuno Ribeiro.

O grupo de Teatro da APEL apresentou o seu trabalho, hoje, às 8:00h, com a curta “Sentir uma arte maior”. Este trabalho, com texto original da professora Graça Garcês, questiona o conceito de arte e estimula o espetador a experimentar em primeira pessoa diferentes produções de arte.  “O teatro (da escola) comVida” foi o trabalho original disponibilizado pelo Grupo de Teatro da Escola Básica da Calheta. Este corresponde  a uma espécie de programa televisivo de entretenimento e informação, baseado em entrevistas a personalidades de relevo e figuras marcantes da vida da escola e de toda comunidade educativa.

O festival trouxe às 8h30 – Entreato I – um conjunto de testemunhos de antigos alunos dos vários grupos de teatro que explicam a importância que o teatro teve no desenvolvimento de competências no mundo académico e no mundo do trabalho. Referência importante ainda a Dinarte Freitas, um dos alunos do professor Carlos Varela, mentor deste festival, que tem hoje uma carreira internacional como ator.

Dinarte Freitas.

Este encontro online permitiu reunir no painel intitulado “O teatro escolar: fragilidades e sucessos” os seguintes participantes: José Campinho, coordenador do clube de Teatro da Escola Secundária do Porto Santo; Nuno Ribeiro, cocoordenador da Oficina de Teatro Corpus, da Escola Secundária Francisco Franco, e Lília Pereira, do grupo Voo à Fantasia, da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares. Este painel foi moderado por Fernanda Gama, ex-coordenadora de O Moniz – Carlos Varela. Estes intervenientes, que participam no festival há mais de 15 anos, destacaram, a par dos conhecimentos, a importância de competências sociais, interpessoais e intrapessoais, que são trabalhadas no teatro. Por outro lado, sublinharam a autorresponsabilização, autoconfiança e a expressão da individualidade como imprescindíveis para melhorar a forma como se comunica e se tem conhecimento de si e dos outros. Esse trabalho ocorre naquilo que José Campinho denomina de “espaços de felicidade e de responsabilização” esse momento de trabalho persistente e repetitivo em que se constrói a personagem e se conhece um pouco mais da essência do ser humano. Uma arte de conjunto, o Teatro, faz manter vivas as relações afetivas, o grupo de amigos, a outra família, que fomenta o espírito de pertença e o orgulho na sua escola. As fragilidades também foram apontadas e são várias: a necessidade de um espaço específico para ensaio do grupo, a necessidade de um palco para trabalhar, as dificuldades com o transporte. A professora Lília Pereira indicou ainda que o festival deveria ocorrer no terceiro período, no mês de maio, de forma a que o trabalho efetuado com o grupo pudesse já ter amadurecido e estivesse já em condições de ser apresentado ao público.

 

Núcleo Teatro EBS da Calheta.

 

Todos foram unânimes ao referir que o saldo é muito positivo, tem valido muito a pena, o crescimento e desenvolvimento dos alunos através da arte é uma realidade que é, em primeira instância, reconhecida pelos pais. Sublinhou-se que o Festival constitui um marco muito importante na aprendizagem dos alunos e que a participação no evento é para todos um motivo de orgulho.

 

Rubina Corte, Voo à fantasia, Ribeira Brava.