Saudades do “charme” dos transportes públicos de outros tempos!

Rui Marote
Sã oito horas da manhã e o sol ainda não despertou no horizonte. Como era bom se pudéssemos voltar ao jardim do Éden que era a Madeira de outros tempos, nas nossas memórias ilusórias. Todos os dias passo horas a contemplar o mar ,mas hoje foi um dia diferente: tinha um museu vivo diante dos meus olhos.
Estacionado em frente à “Fortaleza dos Filipes”, vi passado e o presente ao mesmo tempo.
É a história da Madeira nos transportes públicos, separados  por nove décadas. A velha relíquia dos autocarros dos “horários” do Caniço, com a idade de 92 anos, voltou a circular na velha Avenida do Mar. O piso é outro: em tempos enfrentou calçada de calhau, mais tarde paralelepípedos e hoje tem direito a circular numa verdadeira “alcatifa” de asfalto (alcatrão).
A história não se apaga com uma simples borracha. Relíquias destas devem ser preservadas a todo o custo, porque nos falam da nossa identidade colectiva…