Carlos Pereira congratulou-se com solução encontrada para a Groundforce

O deputado do PS-M à Assembleia da República, Carlos Pereira, veio congratular-se com a solução de recurso encontrada, e que permite o pagamento, no imediato, dos salários dos trabalhadores da Groundforce. Desta forma, crê que agora haverá tempo para encontrar uma solução que seja definitiva, refere.

Em conferência de imprensa, realizada ontem por via electrónica, o parlamentar louvou o esforço que o Governo, através da TAP, tem feito, o qual possibilita o pagamento dos salários destes profissionais.

Carlos Pereira considerou que estamos perante uma boa notícia, mas não deixou de apontar que esta foi uma “actuação de emergência que teve grandes problemas para ser concretizada”. Tal como explicou, foram encontrados muitos obstáculos que foram sendo colocados pelo maior acionista da Groundforce, Alfredo Casimiro.

O deputado socialista lembrou que desde Agosto a TAP tem feito um esforço no sentido de garantir que os salários são pagos a todos os trabalhadores, tendo inclusivamente já adiantado mais de 12 milhões de euros com pagamentos de serviços que ainda não foram feitos, precisamente para injectar dinheiro na Groundforce para pagar salários e responsabilidades fiscais. Contudo, acrescentou que não era possível continuar esta actuação, sob pena de os próprios administradores e o Estado serem acusados de irresponsabilidade financeira, ou mesmo de auxílios de Estado ilegais.

“Tivemos de encontrar outras soluções e foi na linha do esforço que o Governo, através da TAP, foi apresentando como propostas que o acionista maioritário foi criando obstáculos”, afirmou, criticando a falta de responsabilidade e de sentido de Estado por parte de Alfredo Casimiro em relação a esta matéria, ignorando o sofrimento dos trabalhadores.

Carlos Pereira frisou que o Governo nunca desistiu e lembrou que o próprio foi fazendo conversações com a administração da TAP, no sentido de acompanhar o processo e perceber até onde é que poderia ser possível ir para resolver esta questão de emergência, que era pagar salários. “Finalmente foi possível ultrapassar os obstáculos todos e apresentar uma solução, que é de recurso e para poder resolver nos próximos dois meses as necessidades salariais dos trabalhadores da Groundforce, e temos tempo e folga para encontrar uma solução definitiva”, sublinhou.

Tal como deu conta, foi possível adquirir equipamentos da Groundforce, através da TAP, e com isso injetar 7 milhões de euros para a resolução dos problemas urgentes. “Aquilo com que nos fomos comprometendo, resolvemos, mesmo com muita gente a deitar pedra em cima dos assuntos”, declarou, concluindo que “agora vamos tentar encontrar as soluções para o futuro, mas obviamente com outra serenidade e com os trabalhadores com os seus salários em dia”.