Rui Marote
Nos anos 60 do séc. XX, as grandes excursões de “volta à ilha” eram organizadas pelas paróquias e outras colectividades recreativas. Os autocarros era engalanados com novelos e outras flores. Os excursionistas iam munidos de acordeões, pandeiros e brinquinhos. No interior e na retaguarda da camionete entoavam-se cânticos populares e as mãos fora das janelas batiam fortemente contra a “fuselagem” da cobertura, provocando um barulho ensurdecedor. Recordamos uma dessas músicas do cancioneiro popular: “Eu sou Joaquim, filho de Bragança quem te manda a ti esta “CONFIANÇA”… Dá meia volta.. .meia volta vamos dar, dá meia volta, cada qual com o seu par!”
Hoje a “Confiança” instalou-se em todos os placares publicitários instalados nas entradas e saídas e centro do Funchal.
A Capital da Confiança tem oito dogmas: Solidários e Próximos; Um lar condigno para Todos; Proximidade e Inclusão; Comércio de proximidade e Activo; Protecção e Segurança; Cultura Activa; Apoio à economia Local; Apoiar famílias, associações e Empresas. Oito, quase uma dezena, comos Dez Mandamentos que Deus confiou a Moisés nas Tábuas da Lei. Para serem dez, só faltam duas… O Estepilha sugere: “Não Roubar” “e Não cobiçar as coisas alheias”. É fácil prometer, resta saber se a Confiança merece ser retribuída. Do modo que andam quase todos os nossos políticos, meia volta não chega… Terá de ser uma volta completa…
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