Câmara de Santa Cruz escreve a Costa e a Marcelo sobre operacionalidade do Aeroporto

O edil santacruzense, Filipe Sousa, escreveu ao Primeiro-Ministro António Costa, com conhecimento ao Presidente da República, após a participação, ontem, no Grupo de Trabalho que estuda a mobilidade aérea da Madeira. O objectivo é o de sensibilizar o Estado Português para uma medida que poderia ser tomada de imediato e que resolveria 90% da inoperacíonalidade do Aeroporto da Madeira.

“Em causa estão equipamentos de radar capazes de disponibilizar informações mais precisas aos pilotos sobre as condições de aterragem. Esta solução já foi em tempos defendida, sem que, contudo, nada tivesse sido concretizado, embora esteja em causa um investimento irrisórío para o Estado Português, já que estamos a falar de cerca de quatro milhões de euros”, refere o presidente da Câmara de Santa Cruz, que lamenta, a propósito, que o Governo Regional “opte por um clima de guerrilha constante com a República, em vez de criar plataformas de entendimento, numa estratégia que só prejudica a Madeira e os madeirenses”.

Mas Filipe Sousa também lamenta que da parte do Estado não tenha havido ainda a preocupação de olhar para esta Regíão como parte do território nacional.

A “terrível situação” que, diz, afecta muitas famílias é a motivadora da missiva, na qual o signatário recorda que a Madeira vive essencialmente do Turismo, um scetor fortemente prejudicado pela pandemia da COVID-19, o que lançou muitas famílias na miséria (…)”.

Com a retoma que se prevê no fim desta pandemia, urge resolver os problemas de operacionalidade do Aeroporto da Madeira para que a recuperação do sector e de todos os sectores subsidiários do turismo seja mais célere, defende.

A Câmara de Santa Cruz, como porta de entrada na Madeira e como segundo polo turístico da Região, não se importaría de chamar a si a compra dos equipamento de radar necessários, afirma o edil. “Não sei se legalmente seria uma medida que possa ser operacionalizada por uma autarquia, embora financeiramente esteja ao nosso alcance”, afirma. “Não posso, contudo, deixar de alertar para a falta de sentido que é andarmos de grupo de trabalho em grupo de trabalho, de estudo em estudo, sem que nada se faça para resolver um problema com consequências catastrófícas para a economia de uma parte do território nacional e das famílias que aqui vivem”, sublinha.

Termina apelando ao sentido de Estado de António Costa para a resolução do problema.