Paulo Neves diz que madeirenses terão desconto na factura da electricidade

O deputado Paulo Neves exigiu, esta manhã, ao Ministro do Ambiente, que o Governo da República contemple os consumidores madeirenses nos descontos a serem concedidos na conta da luz, no âmbito do Fundo Ambiental. A exigência, assegura, foi bem-sucedida, com a garantia do Ministro de que os 300 mil euros referentes a esta compensação seriam por si abordados em Conselho de Ministros.

Paulo Neves anuncia que “não só viu reconhecida a sua preocupação como obteve a garantia, por parte do Ministro do Ambiente, de que os consumidores da Madeira e do Porto Santo viriam a ser contemplados, ao contrário do que fora anunciado pelo Governo da República, no desconto de 10% da fatura de electricidade a aplicar através do Fundo Ambiental”.

Uma exclusão, refere-se, desde a primeira hora denunciada pelo deputado – a par do Governo Regional, que também se manifestou – e hoje reiterada quando afirmou “ser injusto excluir os consumidores da Madeira e do Porto Santo, tanto mais quando estes não só contribuem para o Fundo do Ambiente que vai pagar parte do referido desconto, como também estiveram sujeitos ao confinamento, aumentando, em consequência, os seus consumos domésticos”.

O Ministro do Ambiente foi taxativo ao afirmar que esta era uma decisão que só podia ser tomada pelo Governo e, nessa lógica, comprometeu-se a levá-la a Conselho de Ministros, adiantando existir 300 mil euros que se encontram no Fundo Ambiental para fazer face a esta compensação e que se o Governo Regional da Madeira a desejasse, era só uma questão de fazer a proposta, a qual, no Ministério do Ambiente, teria o maior acolhimento.

A resposta agradou ao deputado social-democrata que, ainda assim, questiona qual a razão da Madeira não ter estado, desde a primeira hora, integrada no referido apoio.

“Ainda que esta seja uma boa notícia, aguardaremos para ver – até porque o Governo Regional também já assumiu essa mesma preocupação – e a verdade é que temos direito a esse desconto, atendendo a que o Fundo criado pelo Governo da República é também pago pelos consumidores madeirenses”, concluiu.