Iniciativa Liberal continua a insistir em saber números da saúde “não Covid”

Foto R. Marote
A Iniciativa Liberal volta a insistir no que tem sofrido a Saúde por causa da atenção quase exclusiva à pandemia da Covid-19. Diz o partido que já há três meses começou a questionar as autoridades regionais sobre os números da saúde, que não tenham a ver com o COVID. Ora, acusam, “persiste o Governo Regional em esconder aos madeirenses essa informação, como se não fossemos merecedores de saber”.
“Quantos exames complementares de diagnóstico, da medicina física e de reabilitação às análises clínicas, passando pela radiologia, endoscopia, gastroenterológica, cardiologia, anatomia patológica ou pneumologia, entre outros, foram adiados ou cancelados? Quais as quebras no recurso aos serviços de urgência nestes meses?”, insiste esta estrutura política, continuando a interrogar: “Quantos deixaram de recorrer ao hospital com problemas graves, com medo de apanhar COVID? Quantos por sua iniciativa faltaram a consultas e exames marcados? Quantas juntas médicas deixaram de ser feitas? A que ritmo funcionaram os cuidados de saúde primários, primeira linha de combate à doença? Rastreios, exames de diagnóstico, referenciação hospitalar? Por via disto, quantos casos ficaram por identificar? Quantos serviços dos Centros de Saúde deixaram de ser prestados? Quantos foram encerrados e durante quanto tempo? Como estão os índices de qualidade de atendimento dos utentes? E cirurgias adiadas? E canceladas? Reabilitação? Fisioterapia?”
A saúde dos madeirenses, refere a IL, não é só COVID. “Em Março, e durante alguns meses, foi decidido suspender uma série de actividades programadas para que todos os recursos e esforços se concentrassem no combate à pandemia. Alertámos em Abril para a urgência de conseguir tratar todos os doentes, COVID19 ou não, que necessitem hospitalização, com segurança, sem ter de recorrer aos esquemas implementados devido à crise. Até porque os índices de infecção na Madeira estavam, felizmente, baixos e a curva mais do que controlada.
Tivemos tempo para nos prepararmos para este momento. Não se fez nada para que os privados fossem chamados à equação, contratualizando com eles preços e lugares, de modo que os casos não-COVID pudessem ser atendidos com eficiência e como o cuidado que merecem. Não podemos aceitar esta “espécie de moratória” à saúde”, indigna-se o partido, pela voz de Nuno Morna.

A IL continua a “aguardar serenamente” que estas perguntas possam ser esclarecidas por quem de direito.