Estepilha: depois da “Filomena”, qualquer dia, virá o “Hortense”…

Rui Marote

A depressão “Filomena” já passou, já era… a próxima deverá ser a “Hortense”… o Estepilha ainda não sabe bem quando, pois ainda não lançou o balão meteorológico. Uma coisa é certa: os madeirenses têm levado forte e feio para catástrofes de um género ou de outro. Ainda esta manhã ouvíamos três idosas numa esplanada do Funchal: “Já não reconheço a minha Madeira! Não basta a “pevide” e agora apanhamos com estas depressões que são habituais do arquipélago açoreano”!

De facto, coitada da Madeira. Passámos “de bestial a besta”, entre pandemias e catástrofes naturais. Ainda há pouco tempo, no que à Covid-19 dizia respeito, éramos a “ilha verde” o exemplo da Europa, o “cantinho do céu”… Entretanto já ultrapassámos a Alemanha e a Bélgica. Quando a Inglaterra fechou o espaço aéreo para Portugal pela primeira vez, dissemos cobras e lagartos por essa punição. “Q!uerem acabar com a galinha dos ovos de ouro, o nosso turismo… não temos mortes”. E hoje?

Alguma coisa correu mal e ninguém ainda veio a “poleiro” manifestar o que foi concretamente. O optimismo continua a ser a palavra de ordem: está tudo controlado.

Entretanto vamos apanhando com as tempestades que antes nos passavam maioritariamente ao largo. Dora, Filomena, Hortense, Paula, Rodrigo e Sofia… Estes são alguns dos nomes portugueses escolhidos para baptizar as tempestades que se prevê que possam ocorrer na Europa na época 2020-2021.

Com este propósito, é dado um nome a todas as depressões que originem um aviso de vento de nível laranja ou vermelho no sistema internacional de avisos meteorológicos (projeto METEOALARM a que o IPMA aderiu desde o seu início).

O primeiro país que emite esse aviso dá o nome à depressão e informa os restantes países, que deverão manter o nome.

O que Estepilha poderá alertar por agora é que até à próxima terça-feira à tarde a Madeira será fustigada por ventos do norte da Europa, motivo das descidas de temperatura (costa norte da Ilha). Posteriormente as temperaturas voltarão a subir com a mudança de direcção dos ventos. Esperemos que a próxima tempestade ainda venha longe. Para desgraças já os chega…