JPP defendeu hoje a obrigatoriedade de um seguro Covid-19 para os turistas

O JPP realizou hoje uma conferência de imprensa na qual salientou discordar com a actual resolução do Governo Regional em cobrar aos hotéis e aos alojamentos locais as despesas de quarentena dos turistas que chegam à Região, com um diagnóstico positivo para a COVID-19.

“Ao contrário do que disse o Governo, não são os turistas que estão a pagar estas despesas, mas sim as unidades hoteleiras, às quais é impingido, sem qualquer estudo de mercado ou negociação, um valor máximo de 141€/dia, a transferir para a unidade hoteleira escolhida pelo Governo Regional para alojar os infectados.”

Rafael Nunes porta-voz da iniciativa, salienta que o JPP defende o pagamento da compensação, mas que a mesma seja assumida, totalmente pelos turistas através de uma apólice de seguro de viagem turística, como aliás, já é exigido para a entrada em inúmeros países.

“Estamos a falar de apólices com valores de pouco mais de 50€/estadia para 14 dias. Pouco mais de 3 euros dia. Apólices que incluem gastos com despesas médicas e prolongamento da estadia em hotel durante o período de recuperação do doente e de um acompanhante, em caso de infecção por coronavírus”, explicou.

“Insistir nesta medida, nos moldes em que o Governo Regional a quer aplicar, é condenar estas unidades hoteleiras e estes alojamentos locais ao fracasso, ao encerramento compulsivo e por consequência, ao desemprego. É preciso proteger o sector hoteleiro, que é a alavanca da nossa economia e isso suscita a necessidade de o Governo Regional corrigir esta medida”, insistiu.