Estepilha: Outras “estátuas vivas” do nosso quotidiano sem solução à vista…

Rui Marote
Estepilha, enquanto hoje decorria na baixa do Funchal o evento “Madeira Street Arts”, com as estátuas vivas, deparávamos, a poucos metros de distância, com um outro cartaz, bem elucidativo e do qual certamente não precisamos, mas para o qual parece não haver solução.
O “evento” em diversos pontos da urbe desde a Rua Fernão de Ornelas à Placa Central convida aos transeuntes
a fazer Stop e apreciar a “arte” da mendicidade,  interrompida apenas pelo clicar das moedinhas depositadas nas caixinhas anexas ao local.
O Estepilha percorreu os locais das seis estátuas que aderiram ao evento. Embora isto faça parte do nosso quotidiano e expresse uma indesejável exclusão social, para alguns essa realidade passa despercebida.
Não resistimos em fotografar, à mesma hora, estes quadros em contraste, o bonito e o feio, a arte e a miséria. Na montra de um banco, ao contrário dos cartazes afixados junto dos artistas de rua, apelando ao distanciamento e as regras do Covid-19, o sem-abrigo exibia como cenário de fundo a afirmação algo sarcástica “Dá mais Valor à Certeza”…
Uma realidade que não tem solução ou par a qual não querem que haja solução…