“Chega” reuniu-se com a ACIF e dá conta das queixas dos empresários

A direcção do CHEGA Madeira esteve reunida na passada sexta-feira com a direcção da ACIF, procurando inteirar-se das dificuldades dos empresários madeirenses
O tecido empresarial madeirense é constituído por, aproximadamente, 90% de micro e pequenas empresas, refere uma nota do partido. Actualmente, a ACIF possui cerca de 750 associados, sendo a maior associação empresarial madeirense e a única Câmara de Comércio da Madeira. A maioria são empresas ligadas ao comércio de retalho, da moda e da restauração.
Deste encontro, diz o Chega, ficaram claras as dificuldades que os empresários têm tido em tempo de crise, com a grande confusão que se gerou e o atraso dos apoios governamentais devido ao “layoff”, nomeadamente, no que diz respeito aos sócios-gerentes e a trabalhadores independentes.
De um inquérito feito a nível nacional em relação aos apoios governamentais, 62% responderam que os apoios ficaram aquém da expectativa, e 18% responderam que ficaram muito aquém.
Outra das dificuldades que os empresários têm sentido é o custo do transporte, quer da importação, quer da exportação. Segundo os responsáveis pela ACIF, o Governo deverá apoiar, a fundo perdido, os custos de transporte. Ainda em relação aos transportes, referem a importância de rever o modelo de mobilidade aérea e que a TAP é importante para o turismo na Madeira.
Em termos fiscais, o que mais afecta os empresários é a instabilidade fiscal. Neste caso afirmam haver uma grande fuga fiscal e que é preciso trazer para dentro do sistema quem ainda não paga impostos. Além disso, dizem ser necessário eliminar uma série de burocracias.
Em relação ao orçamento de Estado para o ano 2021, entendem que a proposta de orçamento não traz nada de novo para apoiar as empresas, pois o que deveria existir era uma verdadeira reforma fiscal. Acrescentaram ainda que o Pagamento Especial Por Conta deveria ser eliminado, bem como as Tributações Autónomas.
Foi ainda frisado que o fecho da economia, tal como aconteceu em Abril, é extremamente prejudicial e que é de evitar a todo o custo, segundo dá conta esta estrutura política.