Deputados do PSD elogiam atitude perante a Covid-19 mas avisam para agravamento nos próximos meses

Os deputados social-democratas consideraram hoje que a Madeira foi um exemplo ao nível nacional e internacional no combate à Covid-19, numa acção política realizada junto à entrada do Hospital Dr. Nélio Mendonça. Ali, onde está instalada a Unidade dedicada à pandemia, a deputada Conceição Pereira salientou que esta doença levou a que a Madeira tivesse de adoptar medidas específicas, visando evitar a propagação da doença, tendo a preocupação de proteger a população, os doentes e os profissionais de saúde.

Face a este cenário referiu a parlamentar, ao Orçamento da Região para 2020, apresentando em Janeiro deste ano, “foi necessário apresentar um orçamento suplementar em que a maior percentagem se destina à saúde, na ordem dos 115 milhões de euros, para fazer face aos gastos já realizados e aos futuros que poderão ocorrer”, enfatizou.

“Nós sabemos que foi necessário adquirir material de protecção individual, máscaras, luvas. batas, ventiladores para adultos e para crianças, e outro tipo de material, inclusivamente de desinfecção e divisórias acrílicas, assim como criar espaços próprios. Até na parte de informática, para se conseguir controlar os doentes, foi preciso fazer aquisições. Tudo isso levou a um acréscimo de gastos e à necessidade de mais verbas disponíveis”, salientou.

A deputada realçou ainda uma outra mobilização do pessoal, lembrando que, desde Março deste ano, cerca de 510 profissionais de saúde, a maior parte médicos e enfermeiros, estão adstritos à unidade de cuidados específicos Covid, o que implica também mais custos.

Por outro lado, nos aeroportos da Madeira e Porto Santo estão 100 profissionais, assegurando um serviço de forma permanente.

Além disso, e de todo o material que já foi adquirido, a deputada referiu que é também necessário pensar no futuro e na possibilidade de um agravamento da pandemia, com a realização de mais testes e aquisição de nova medicação que, eventualmente, possa surgir, pelo que a Região tem de estar dotada de verbas para precaver essa situação.

“Tudo indica que haverá um agravamento nos próximos meses e esse agravamento não tem a ver apenas com a reabertura da Região, nomeadamente ao Turismo, mas com o aproximar da época do Outono e da gripe e, com certeza, que as duas infecções vão coexistir”, disse, salientando que “as autoridades regionais estão a fazer diligências no sentido da vacina da gripe, este ano, começar a ser administrada logo no início de Setembro”, de modo a minimizar a situação geral.