Miguel Gouveia exalta potencialidades do antigo Matadouro como “hub” de indústrias criativas

A cerimónia simbólica de lançamento da obra de reabilitação do Matadouro do Funchal decorreu hoje, presidida pelo edil funchalense, Miguel Gouveia. O projecto propõe-se transformar este antigo espaço abandonado num complexo de “criatividade, empreendedorismo e inovação social”.

Miguel Silva Gouveia realizou, na ocasião, que esta é “a maior obra pública de sempre de reabilitação da nossa cidade”. Este espaço histórico do Funchal, dclarou, “é também uma das zonas mais nevrálgicas do concelho em necessidade de renovação”.

“Vamos começar uma obra que me parece reunir todas as condições para fazer uma ponte entre o nosso passado e o nosso futuro, a partir daquele que definimos como o grande desígnio do Funchal para a década, a Reabilitação Urbana”, disse.

Prevê-se criar naquela infraestrutura uma “incubadora de microempresas de indústrias criativas”, um “espaço de performance artística e exposições” e, finalmente, “ateliers e oficinas de restauro e design de equipamentos”.

O investimento da Câmara Municipal, co-financiado pelo Turismo de Portugal, ascende aos 4 milhões de euros e tem um prazo de execução previsto de 18 meses.

O edil exaltou na oportunidade “a ambição e o alcance deste enorme projecto para cidade, que assenta na histórica ideia de reabilitar o Matadouro, mas que, até à entrada em funções do actual Executivo, nunca tinha deixado o campo das intenções. Este antigo Matadouro esteve em vias de ser quase tudo, mas continuava a ser apenas uma lembrança gasta, pesada e distante. Nos últimos anos, fizemos, contudo, um trabalho fundamental de redefinição deste projecto, conferindo-lhe uma visão e um propósito claros, e todas as bases necessárias para avançar”, assegurou.

No campo dos investimentos, o edil anunciou que o Funchal tem 29 milhões de euros de obras no terreno e elaborou um programa de investimentos públicos para a próxima década, o “Funchal – Rumo 2030”,  com valores que ascendem aos 300 milhões de euros e que foi elencado a todas as fontes de financiamento possíveis. “Acreditamos que obras públicas com sentido, orientadas para a melhoria da qualidade de vida da comunidade, vão garantir a dignidade social e promover a prosperidade do tecido empresarial, com inovação e competitividade”, referiu.

Por outro lado, reconheceu que “a reabilitação do antigo Matadouro do Funchal não se faria sem o imprescindível financiamento do Turismo de Portugal”, agradecendo por isso a Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, pelo seu inestimável contributo.

“Este projecto tem todas as condições para se constituir como uma alavanca para a dinamização económica de toda a zona comercial e industrial da Ribeira de João Gomes”, congratulou-se. “Será uma obra que vai ajudar a criar emprego durante a crise, e que vai, ainda mais do que isso e muito depois disso, ajudar todos aqueles que aqui venham a desenvolver o seu trabalho depois da crise e, como não poderia deixar de ser, a todos os madeirenses e visitantes que aqui venham a desfrutar de uma infraestrutura cultural ao nível das melhores cidades europeias”, afirmou.