
O PCP Madeira acusou o Governo Regional de “sucessivas mentiras” em relação à situação do Centro de Saúde da Calheta, o que, asseguram os comunistas, faz crescer o mais legítimo descontentamento das populações.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, visitou no dia 18 de Outubro, de 2019, as obras que decorreram no Centro de Saúde da Calheta. No final daquela visita, disse: “Eu estou muito satisfeito, porque esta é uma obra que está a correr a bom ritmo”, tendo então, Miguel Albuquerque, indicando que aquela unidade de saúde deveria estar em funcionamento, o mais tardar, em maio de 2020, diz o PCP.
Ora, “estamos a meio do mês de Julho de 2020 e as populações esperam e desesperam. Até agora mais não fez o Governo Regional do que muitas promessas. E a população da Calheta, injustificadamente, continua sem o direito ao seu Centro de Saúde”, critica o PCP.
As obras no edifício do Centro de Saúde da Calheta deveriam estar prontas em Março de 2020. O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, disse que em Maio de 2020 a actividade do Centro de Saúde da Calheta estaria plenamente retomada.
Mas em Janeiro de 2020, o Governo Regional voltou a realizar mais outra visita à remodelação do Centro de Saúde da Calheta para anunciar que em Março de 2020 tudo estaria em condições de funcionamento de modo a responder às necessidades da população. O Governo Regional garantiu que dentro de dois meses tudo estaria concluído.
“Tratou-se de mais um equívoco! No passado mês de maio o Governo Regional e os deputados do PSD fizeram mais outra visita às ditas obras em conclusão… E até hoje!”, constatam os comunistas.
“O dono da obra é a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, que acordou com o Governo Regional, através de protocolo, a execução da empreitada, orçada em 3.382.624,94 euros, comparticipados pelo IDR em 85% e em 15% pela Misericórdia. Importa sublinhar que, para além da responsabilidade pela obra, é o Governo Regional quem tem toda a responsabilidade política pelo garantir as respostas de funcionamento daquele Centro de Saúde”, refere o PCP, que quer a clarificação deste processo e resolveu interpelar o chefe do Executivo madeirense sobre os porquês desta situação, através de pergunta escrita formulada por Ricardo Lume, deputado comunista na Assembleia Legislativa da Madeira.
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