Têm chegado a este jornal insistentes alertas, de diversos quadrantes, relativos à situação de 17 novos funcionários da Secretaria Regional do Mar e Pescas. Em plena crise económica causada pela pandemia do novo coronavírus, não falta quem considere mesmo “dramática” a situação destes trabalhadores, nomeadamente 4 inspectores, 2 técnicos superiores e 11 assistentes operacionais que esperam há meses para integrarem os quadros da Secretaria sob tutela de Teófilo Cunha.
Os vários concursos foram finalizados há vários meses, e o concurso de assistente operacional está mesmo concluído desde Outubro de 2019. Os novos funcionários querem trabalhar, mas a Secretaria, segundo apurou o FN, entende ser este um problema “herdado” da gestão anterior e não possuir, para já, dotação orçamental para poder integrar os funcionários até ao momento. Para estes, porém, o caso assume contornos de desespero, já que alegam que “mais que nunca, precisam de um ganha pão”, chegando a existir situações graves de carências que só não são maiores dado o apoio de familiares.
Toda esta situação é do conhecimento do Governo Regional, que tem alegadamente ignorado este processo, deixando estes novos funcionários numa situação muito difícil pela falta de ajuda e de solidariedade do executivo. “Numa altura em que o governo promove vários apoios, estes 17 novos funcionários estão incrédulos com a falta de solidariedade do executivo regional”, afiançam-nos.
Noutras Secretarias do GR, as admissões, apontam, “estão a decorrer com normalidade, nem a pandemia do Covid-19 impediu de serem realizadas”. Apenas nesta Secretaria, sob a gestão de um membro do CDS, se regista esta situação, o que suscita interrogações nos trabalhadores. As admissões vêm, alegadamente, sendo prometidas desde os meses de Janeiro e Fevereiro deste ano, mas “nunca acontecem”.
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