O partido “Nós, Cidadãos” veio hoje questionar o Governo Regional acerca da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e
Exclusão Social. Recorda este partido que A Região Autónoma dos Açores já tem uma Estratégia
Regional deste tipo desde 2018, e que a Madeira também disse, através da ex-secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rita Andrade, que iria elaborar e adoptar uma estratégia assim, em Julho de 2019.
“Passado quase um ano desta promessa/compromisso do anterior Governo PSD, afinal onde está a Estratégia Regional contra a pobreza e exclusão social? Está fechada nalguma gaveta da actual Secretaria da Inclusão Social e Cidadania? Ou, muito provavelmente, ainda nem sequer foi redigida qualquer linha deste importante documento – e guia orientador – que deve também assegurar, efectivamente, os direitos sociais dos cidadãos que não se faz apenas com medidas caritativas e assistencialistas (…)”, refere Miguel Costa (membro da Comissão Política Nacional do NÓS, Cidadãos! e deputado municipal na CMF).
Em Março de 2018, numa conferência em Lisboa, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que “é uma vergonha nacional sermos das sociedades mais desiguais e com tão elevado risco de pobreza na Europa”, e apelou à criação, com urgência, de uma estratégia nacional para o combate a este flagelo social, lembra o “Nós, Cidadãos. O partido aponta que, em 2018, na RAM, perto de 81 mil pessoas se encontravam em risco de pobreza ou exclusão social, representando uma taxa de 31,9%, a segunda mais elevada do país (dados referentes a 2017), e em Novembro de 2019 o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou a taxa de risco de pobreza (em 2018): de acordo com os dados apurados, a Madeira continuava a ser a segunda região com a taxa mais elevada, mas agora com 27,8%.
“Todos nós sabemos que com a conjuntura inédita e anómala por que estamos todos a passar – que o impacto da pandemia da Covid-19 trouxe para a economia da Região, do país e a nível global, com o confinamento e encerramento do turismo, a multiplicação de situações de layoff e o aumento do desemprego que afecta famílias inteiras – o número de cidadãos madeirenses e porto-santenses em risco de pobreza ou exclusão social, vai segura e infelizmente, aumentar”, alerta esta força política, havendo já uma crise social que deixará, certamente, marcas profundas nos próximos anos em parte significativa da população.
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