Bloco de Esquerda diz que se alguém rouba e faz o povo da Madeira passar fome é o PSD

O coordenador do Bloco de Esquerda na Madeira, Paulino Ascensão, considerou hoje que se alguém rouba os madeirenses e os faz passar fome, é o PSD e os seus governos desde há 40 anos. “Após este período” referiu, a Região “continua a ser a segunda mais pobre do país”.

Para Paulino Ascensão, a fome dos madeirenses não incomoda os governantes da Madeira. Estes “só se lembram da miséria do povo para fazer chantagem com Lisboa”.
Se o Governo Regional se preocupasse com a pobreza e a fome que já existiam na Madeira antes da pandemia, entende o BE, tratava de cortar um conjunto de despesas inúteis ou excessivas. Como exemplos, os bloquistas citam o “Governo enorme”, e “a corte de assessores” que o acompanha. “(…) em plena pandemia”, critica o partido, “ainda vai instalar uma nova direcção regional e, para o efeito, pagar nova renda ao senhor João Dantas – mais uma família salva do risco de pobreza”, ironiza.

O Bloco propõe outras formas de o GR poupar, nomeadamente cortar nos lucros excessivos da concessões Via Litoral e Via Expresso “- em 2019 foram 80 milhões os lucros, despesa que poupava se a manutenção das vias rápidas fosse feita pelos serviços do governo dircetamente”; cobrar uma taxa pela concessão dos portos ou assumir a exploração para garantir igualdade de tratamento entre o armadores que aqui operam e preços mais baixos nos fretes; publicar as listas de grandes devedores ao fisco e não deixar prescrever milhões de receitas à Segurança Social; terminar as obras vistosas mas inúteis que servem apenas para alimentar a ganância do lobi do betão regional; acabar com os subsídios ao futebol profissional.

“Quem não tem dinheiro não tem vícios. O Governo Regional não tem dinheiro mas quer manter todos os vícios e privilégios que criou aos longo dos anos para a dita “máfia no bom sentido”. O Povo bem pode passar fome que o PSD nunca vai tocar nestes privilégios”, acusam os bloquistas. 

Para este partido de esquerda, o Governo “não tem dinheiro nem vergonha, usa as consequências da pandemia para fazer chantagem, jogos palacianos e brincar as eleições durante a maior crise das nossas vidas. A solidariedade nacional aconteceu sempre no passado. São inaceitáveis e envergonham os madeirenses a violência verbal e a chantagem usadas pelos governantes regionais”.


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