
O Marítimo inviabilizou hoje a possibilidade dos clubes da I Liga procederem a cinco substituições e terem nove jogadores no banco nos dez jogos que faltam para concluir a competição. A decisão visava a transposição para os regulamentos internos da deliberação do International Football Association Board (IFAB). Por isso, começa a I Liga a 3 de junho, mas sem as cinco substituições.
A Liga, em comunicado, fala que “é um claro revés para os interesses dos clubes e – ainda mais importante – para a preservação da condição física dos atletas, que foi bloqueada por uma interpretação excessivamente restritiva dos estatutos e que foi tão mais surpreendente quanto veio ao arrepio da posição unânime dos clubes, consultados os seus departamentos de futebol”.
Refere uma “infeliz oposição de uma Sociedade Desportiva, no decurso das reuniões de hoje, a que esta medida entrasse em vigor já na primeira jornada da retoma, além de desautorizar os departamentos de futebol, abria a porta a impugnações e procedimentos disciplinares que, a todo o custo, o futebol profissional deve evitar.
Explica a Liga que “na falta da unanimidade dos participantes na competição, poder-se-ia suscitar a questão da utilização irregular de jogadores, que é sancionado com a pena de derrota, subtração de pontos e multa”.
Os trabalhos decorreram num clima de cooperação construtiva, com os contributos dos consultores de saúde pública da Liga Portugal e em articulação com o Grupo de Trabalho da USP da FPF e com a DGS, e foram evoluindo na medida da produção legislativa do desconfinamento, sempre na exclusiva defesa dos interesses das sociedades desportivas.
Em comunicado, a Liga sublinha que “embora a competição não retome com um banco de suplentes mais alargado e a possibilidade de cinco substituições, o bom senso acabou por prevalecer e a competição retoma no dia 3 de junho, nos termos de um plano da Liga Portugal elaborado pelos clubes, para os clubes”.
“O estado de emergência, agora de calamidade, que permitiu a adoção destas medidas, viu-se agora inidóneo para justificar uma medida de proteção dos plantéis e dos atletas profissionais”, sublinha, ainda, a Liga.
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