Pedro Ramos diz que “normalidade” nos centros de saúde não acontecerá tão cedo; retoma tem de ser “gradual”

O Funchal Notícias salientou hoje ao secretário com a pasta da Saúde, Pedro Ramos, os anseios por parte da população relativamente à retoma da actividade mais normal possível nos centros de saúde da Região, quando a consultas, exames, urgências, acompanhamento familiar, etc. Numa altura em que se abrem já estabelecimentos de diversão nocturna como discotecas, como parte do desconfinamento, não falta quem ache estranho que os centros de saúde ainda se encontrem a funcionar “a meio gás”. Mas Pedro Ramos insiste que a abertura total ainda não acontece para preservar a segurança dos profissionais que ali trabalham, e bem assim dos utentes.

A normalidade que as pessoas pretendem que seja estabelecida nestes estabelecimentos, adiantou, “provavelmente não será para os tempos mais próximos (…)”. Porém, a retoma da actividade nos centros de saúde “já começou há muito de tempo, a partir do dia 11 de Maio. Por exemplo nos concelhos da parte norte da nossa ilha, o Porto Moniz já teve 59 consultas presenciais que foram feitas adicionalmente, no período de 11 a 25 de Maio”, tendo sido feitas em Santana também “67 consultas presenciais”.

“Estamos em condições de retomar, mas o que dissemos é que a retoma é faseada”, referiu. O secretário da Saúde espera que a mesma “rapidamente atinja uma normalidade”.

De forma faseada, voltou a assegurar, as entidades de saúde estão a tentar recuperar o que não pôde ser feito em Março, Abril e Maio.

As consultas presenciais foram iniciadas para os doentes com patologia crónica, os que têm mais necessidade. Os ditos doentes, assegurou, não tiveram faltas medicamentosas, porque esta necessidade lhes foi suprida de várias formas.

Desde 18 de Maio, acrescentou, que estão a ser agendadas consultas presenciais, ou por via telefónica, se não houver necessidade de presença. O norte da ilha foi citado como um exemplo da “gradual retoma de actividade”.

Também no Hospital, no bloco operatório e nas consultas, “essa actividade aumentou”. Mas, referiu ainda Pedro Ramos, “nós não podemos ter ajuntamentos. As consultas têm de ser feitas com pré-marcação, e todas as situações urgentes e inadiáveis continuarão a ser seguidas”.

Porém, é necessário “continuar a manter os níveis de segurança”, porque, referiu, já houve exemplos negativos do transtorno que causa ter de encerrar serviços médicos, como aconteceu com o Serviço de Pneumologia do Hospital Santa Maria, na fase de retoma. Isso causa toda uma série de transtornos que as entidades regionais de saúde querem evitar a todo o custo.