CDS não poupa elogios ao Governo Regional pela “capacidade” de combate ao Covid-19 e condena a República

A Comissão Política Regional (CPR) do CDS reuniu hoje, presidida por Rui Barreto, para a analisar a situação política da Região e dar início ao processo que conduzirá o partido às eleições autárquicas de 2021. Nas conclusões, a dita Comissão Política “louva a capacidade revelada pelo Governo Regional, do qual o partido faz parte, para conter a propagação do COVID-19 na Região, assegurando com competência e determinação a salvaguarda da vida e da saúde de milhares de Madeirenses e Portosantenses”.

A CPR do CDS enaltece, por outro lado, a capacidade do Executivo da Região responder aos pedidos de ajuda de todos os sectores da sociedade madeirense, “tendo sido capaz de, num tempo muito curto e com meios exclusivamente do Orçamento Regional, criar um conjunto de medidas de apoio e de relançamento económico capazes de manter viva a esperança de empresários de todas as áreas de negócio, de milhares de trabalhadores, de empreendedores, de trabalhadores independentes, de agricultores e pescadores”, assegura o CDS.

“Sabemos que o caminho será longo e difícil, mas só com trabalho, sem demagogia e sem tentativas de aproveitamento político que só desqualificam quem as faz, será possível inverter a situação de crise que ameaça a economia global e, por consequência, a Madeira”, dizem os centristas, apelando à união e à ultrapassagem de querelas partidárias.

O partido entendeu por bem salientar, ainda “a forma empenhada e arrojada como os dois secretários regionais do partido enfrentaram os desafios colocados pela pandemia global associada ao Covid-19. Quer na área da Economia, quer na área do Mar, as duas secretarias regionais tuteladas pelo partido souberam encontrar, num curtíssimo espaço de tempo, soluções de apoio quer às empresas, quer ao sector das pescas, que irão ao encontro das necessidades imediatas dos empresários, dos trabalhadores e dos pescadores e armadores” (…) O arrojo, a criatividade, a rapidez de execução e o empenho são marcas do CDS no Governo da Madeira (…).

Por outro lado, desta reunião saiu uma condenação da atitude do Governo central, “que, reiteradamente, tem ignorado os pedidos de ajuda das duas regiões autónomas, posicionando-se face às autonomias da mesma maneira que alguns países do norte da Europa se posicionam em relação às nações do sul, nomeadamente, Portugal”.

“A postura do estado português, quer do primeiro-ministro, quer do presidente da República – que, por paradoxalmente que possa parecer a qualquer madeirense, conta com o apoio do PS local – é a todos os títulos condenável, sendo que os Madeirenses e Portosantenses tirarão, a seu devido tempo, todas as ilações”, promete o CDS.

Garante este partido que não desistirá do seu compromisso com os madeirenses, independentemente das escolhas político-partidárias de cada um, e que lutará, em coordenação com o Grupo Parlamentar do partido na Assembleia da República e com Direcção Nacional do CDS, para que os direitos dos habitantes da RAM sejam respeitados na íntegra.

Recentemente, o CDS apresentou uma proposta que visava a suspensão da Lei de Finanças Regionais. A proposta não foi aceite, mas não desistiremos enquanto o Estado Português, e os seus mais altos representantes, não respeitarem os direitos das autonomias. O Estado Português não pode negar à Região aquilo que pede à União Europeia, afirma-se no comunicado assinado por Rui Barreto.

O CDS-Madeira promete, finalmente, “iniciar o processo de mobilização do partido em todas as freguesias e concelhos da Madeira e do Porto Santo. Após se ultrapassarem as limitações impostas pelo Covid-19, o CDS-Madeira fará uma ronda por todas as freguesias da Região, reunindo com os dirigentes e militantes locais, assim como com as populações, com vista a preparar o ciclo autárquico”.


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