“Banhada” de desconfinamento no Lido

A retoma das atividades e o panorama favorável que a Região vive nos efeitos da Covid-19, com mais de uma semana sem novos casos, estarão na origem de algumas atitudes que se situam para além do desconfinamento decidido, apontado como gradual e acompanhado de várias recomendações no sentido de atitudes responsáveis em função dos perigos que ainda são latentes relativamente a eventuais focos de contágio.

No âmbito destas precauções de um confinamento controlado, é importante não extremar posições, sendo que o medo excessivo não é aconselhável, da mesma forma que o excesso de confiança e o pensamento que a Covid-19 só acontece aos outros, também não são comportámentos recomendáveis.

Neste contexto de Madeira desconfinada, que fez reabrir hoje os restaurantes, bares e cafés, com as esplanadas respeitando o distanciamento previsto das mesas entre 1,5 a 2 metros, sem dúvida que o regresso das praias, pela especificidade e pela época, tem assumido uma particular procura, sobretudo pelos mais jovens, que aproveitando o bom tempo e a “luz verde” dada às saídas, que assumem como livre trânsito sem reservas, acabam por esquecer, em vários momentos, todo o trabalho que foi feito durante meses, de recolhimento, mas rambém todas as recomendações que apontam para a necessidade de alguma contenção de proximidade. Mas o problema tem sido a interiorização desse comportamento e a respetiva prática.

Hoje, chegaram-nos imagens obtidas na zona do Lido, mas bem podíamos falar de outras praias onde certamente as recomendações passam ao lado, por determinados grupos, não todos felizmente, e ainda estamos na pré temporada da época balnear. Mas estas imagens são reveladoras das dificuldades que tanto as estruturas responsáveis pela gestão dos espaços, como as autoridades, sentem para garantir a segurança e o cumprimento das regras, tornando-se praticamente impossível se não houver uma consciencialização generalizada por parte dos utilizadores dos espaços.

Tal como temos observado em praias do continente, onde a reabertura ainda não ocorreu, as autoridades policiais têm sentido enormes dificuldades na contenção, mais ou menos como se as pessoas, a maior parte consciente dos perigos e com esclarecimento suficiente, ignorasse o comportamento correto a troco do que sempre foi feito em situações de normalidade.

Ficam os alertas para os excessos que as imagens confirmam, esses sim potenciadores de um risco acrescido, para que não sejamos obrigados a recuar depois de tanto avanço.


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