Olavo Câmara defensor de intervenção do Estado na TAP salvaguardando interesses da RAM

O deputado do PS-Madeira à Assembleia da República, Olavo Câmara, defendeu uma intervenção do Estado na TAP, desde que fiquem salvaguardados os interesses das regiões autónomas. em particular da Madeira. Este parlamentar madeirense aponta uma dezena de  requisitos para que esta intervenção possa ser feita. A intervenção, considera, deve realizar-se desde que a transportadora funcione de forma estratégica para o país, que garanta a ligação entre Portugal e as comunidades emigrantes, que sirva as regiões autónomas como instrumento de coesão nacional e dê resposta às necessidades das regiões.

Para além disso, Olavo Câmara entende que, em opções operacionais, as ligações para as regiões autónomas não podem ser prejudicadas (por exemplo cancelamentos e adiamentos). Defende também que tem de ser implementada a tarifa de estudante / desportiva / doença, que a TAP deve ser uma aliada e não um obstáculo à implementação do preço único para residentes e que deve adoptar tarifas mais competitivas para quem nos visita. Por outro lado, há que assegurar mais ligações para os aeroportos da Região, em particular o do Porto Santo, e a transportadora deve dar resposta e assegurar a ligação Madeira-Porto Santo sempre que haja algum problema com a empresa que tem a concessão da linha, postula.

Olavo Câmara entende que estas premissas devem estar em cima da mesa nas negociações da intervenção do Estado na TAP e adianta que brevemente fará chegar estas preocupações ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, que tem a tutela esta pasta, “para que a ajuda do Estado fique condicionada a várias exigências de serviço público e respeito para com as Regiões Autónomas, em particular a Madeira”.

Este político manifesta abertura a que mais deputados se juntem a esta visão e seja possível condicionar a actuação da TAP e do Estado, de modo a resolver problemas identificados e, assim, “beneficiar a nossa Região, as nossas regiões autónomas, as nossas comunidades e o nosso país”. “A TAP é um instrumento estratégico na recuperação do país, do turismo e das regiões e tem de estar alinhada com o esforço que todos vamos fazer”, frisa Olavo Câmara.


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