PCP quer impedir dois regimes diferentes para a Uber e serviços de táxis

O PCP, através do seu deputado no parlamento regional, Ricardo Lume, no âmbito da discussão na especialidade da Proposta de Decreto  Legislativo intitulado “Adapta à Região Autónoma da Madeira a Lei n.º 45/2018, de 10 de Agosto, que estabelece o regime jurídico da actividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma electrónica”, apresentará propostas de alteração ao diploma no sentido de impedir que na Região, tal como já acontece no resto do País, existam dois regimes diferentes para um mesmo serviço, que, no entender do partido, colocam em causa a viabilidade económica do sector táxi, responsável pelo sustento de centenas de famílias madeirense.

“Tal como aconteceu no passado recente, com a entrada das Agências de Viagens (AV) e das Agências Turísticas (AT) na realização de transferes e percursos turísticos, em que a legislação permitia a existência de dois regimes com regras diferentes para um mesmo serviço, em que o sector táxi ficou fortemente penalizado, hoje, de uma outra forma, e talvez com mais impacto para o sector, abriram-se portas para que na Região [entrem] multinacionais como a Uber e a Bolt, que operam no transporte individual de passageiros, num regime paralelo e de concorrência desleal, em prejuízo da Região.

“Na passada terça-feira, dia 6 de Maio, na Assembleia Legislativa Regional foi discutida e votada a proposta de Decerto Legislativo Regional que adapta à Região a Lei n.º 45/2018, de 10 de Agosto, popularmente conhecida como “Lei Uber”, proposta que contou apenas com o voto contra do PCP. A proposta de adaptação apresentada pelo Governo Regional não dá resposta às especificidades de uma Região insular como a nossa, pondo em risco a viabilidade económica do sector táxi, e abrindo a porta ao aumento da exploração dos motoristas de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma electrónica”, refere o PCP.

As propostas de alteração que o PCP decidiu apresentar pretendem impedir a existência de dois regimes com regras diferentes para um mesmo serviço e uma mesma profissão, um com preço fixo, outro com preços desregulados, um exigindo determinada formação profissional, outro dispensando-a, um com contingentes, outro sem contingentes, garante esta força política.


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