Cafôfo pergunta se o Governo não vai cortar nas “gorduras”; Calado diz que Cafôfo devia ter “vergonha” e “tapar a cara toda”

O debate mensal na Assembleia Legislativa Regional, hoje com o tema da Covid-19, terminou com uma troca de palavras entre o deputado socialista Paulo Cafôfo e o vice-presidente do Governo Regional Pedro Calado. Um momento que “meteu” cortes nas “gorduras” das despesas, estradas de terra, máscaras para a cara toda, carros-de-bois e muito mais.

Cafôfo questionou o Governo sobre o corte nas “gorduras”, no conjunto das despesas da Região, onde pretende o Governo cortar para canalizar verbas para apoiar as pessoas neste contexto de crise, apontando já estar assente que não haverá cortes nas “gorduras” como assessores e Sociedades de Desenvolvimento. Calado respondeu dizendo que Cafôfo deveria ter vergonha para vir a esta Assembleia falar nos apoios e na gestão regional, sem referir alternativas e medidas concretas, “devia usar, não máscara para tapar o nariz e a boca, mas sim para tapar a cara toda”.

O deputado do PS-Madeira disse que se Calado afirma que o Estado não faz mais do que é sua obrigação transferir o dinheiro da Segurança Social, também é verdade que os mais de 230 milhões do Governo Regional para as medidas de combate à Covid-19 não são mais do que a obrigação, tratando-se de dinheiro dos impostos dos madeirenses.

O vice presidente não gostou desta intervenção e entrou “forte” no seu discurso para com aquele que se posicionou já como candidato a líder do PS-Madeira. O vice do Governo lembrou que quando este Executivo liderado por Miguel Albuquerque tomou as rédeas da Região, “ainda estávamos sob o Plano de Ajustamento Económico Financeiro (PAEF). E em três anos, entre 2015 e finais de 2017, passámos a uma fase de retoma, conseguimos reduzir a dívida em 23%, a taxa de desemprego passou de 18% ara 6% e pagámos os fornecedores a 40 dias, baixámos impostos parta famílias e empresas, retomámos o investimento público”

Por tudo isto, Calado conclui: “O Governo da Madeira está a apoiar os madeirenses e porto-santenses. E se estivessemos à espera do Governo da República, ainda andávamos de carros-de-bois, em estradas de terra, de mão estendida e de cócoras”.

Neste debate, o deputado social democrata Carlos Rodrigues falou, também, no comportamento do Estado e os respetivos apoios, que em relação à Madeira têm sido zero. Falou do Estado espanhol, relativamente às Canárias e às Baleares, para onde já foram canalizados, respetivamente, 757 e 409 milhões, além de uma maior flexibilidade nas restrições. E com diferenças de mercado, relativamente à Madeira. “Não podemos comparar o incomparável”.


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