
O FN questionou hoje o secretário regional da Saúde sobre o porquê de, numa região insular e que tem no mar o seu maior estádio desportivo, não se admitir ainda a prática individual de desportos ao ar livre, náuticos, como vela, windsurf ou stand-up paddle, respeitando a obrigatoriedade de não usar balneários e mantendo distanciamento individual. O continente já prevê alguns acessos às praias para que seja possível praticar actividades desportivas náuticas.
Dizem os adeptos destas actividades que seria bom repensar um regresso progressivo às mesmas, numa altura em que se abrem centros comerciais. Do ponto de vista destes desportistas, será muito mais fácil contrair uma infecção pelo novo coronavírus no espaço fechado de um shopping do que ao ar livre, junto à orla marítima e praticando desportos náuticos de modo individual. Por outro lado, questionam qual a diferença entre treinos individuais ao ar livre e os treinos actualmente autorizados dos clubes de futebol, com distanciamento.
Pedro Ramos considerou naturais estas questões num povo ilhéu. Ele próprio, afiançou, faz praia todo o ano (embora agora não) como muitos madeirenses que gostam de estar à beira-mar. Mas não deu uma resposta definitiva. Há dias, o seu colega de Governo Teófilo Cunha, com a pasta do Mar e Pescas, anunciou uma provável autorização para as embarcações de recreio poderem sair para o mar em breve, mas o secretário da Saúde e Protecção Civil não confirmou isso para as modalidades acima descritas, e que prevêm a utilização apenas de pequenas embarcações ou pranchas. “Temos de acompanhar a evolução da pandemia”, declarou. Para as praias e piscinas ainda não há nenhuma recomendação, assumiu, mas “estamos a trabalhar com todas as entidades responsáveis por esses espaços públicos no sentido de criar um documento, tal como foi criado para as obras ou para os espaços comerciais, para controlar e minimizar o risco perante a abertura desses espaços”.
Apesar de o Governo Regional já ter admitido que todas estas actividades poderão manter-se condicionadas durante este ano, com a evolução da pandemia e “com a forma como temos sabido controlar toda esta situação” as coisas estão a ser reequacionadas. “Novas oportunidades surgem e novas reuniões de trabalho têm que ser feitas no sentido de (…) começarmos a perceber como esta actividade poderá ser reaberta”.
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