
A Madeira foi a região do País que apresentou maior peso de estabelecimentos com cancelamentos de reservas (90,6% dos estabelecimentos e 98,6% da capacidade oferecida), seguindo-se os Açores (89,9% e 96,8%, respetivamente), Lisboa (85,0% e 94,4%, pela mesma ordem) e o Algarve (82,2% e 92,7%, respetivamente).
Na Região, abordando o maior número de cancelamentos de reservas, o mercado alemão foi identificado por 71,6% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado francês (57,8% dos estabelecimentos) e o mercado britânico (51,7% dos estabelecimentos).
Em Portugal, no seu todo, 79,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico respondentes assinalaram que a pandemia motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de março a agosto de 2020 (estes estabelecimentos representam 91,3% da capacidade da oferta dos estabelecimentos respondentes).
Estes dados constam de uma publicação do Instituto Nacional de Estatísticas, relativamente às perspetivas negativas da atividade turística, tendo por base março de 2020. No documento, podemos constatar que de de acordo com a estimativa rápida, nesse mês e no setor de alojamento turístico, este deverá ter registado 701,0 mil hóspedes e 1,9 milhões de dormidas, o que corresponde a variações de -49,4% e -58,5%, respetivamente (+15,3% e +14,7% em fevereiro, pela mesma ordem). As dormidas de residentes terão diminuído 56,9% (+26,4% em fevereiro) e as de não residentes terão decrescido 59,2% (+9,5% em fevereiro).
Através de um questionário específico adicional que, em abril, o INE promoveu e que obteve respostas de cerca de 4.000 estabelecimentos, sobre as perspetivas para a atividade turística nos próximos meses até agosto, 79,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico respondentes assinalaram que a pandemia COVID-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de março a agosto de 2020 (estes estabelecimentos representam 91,3% da capacidade da oferta dos estabelecimentos que responderam).
Analisando os mercados que foram identificados como um dos três mercados com maior número de cancelamentos de reservas em cada região, observa-se que:
- No Norte, o mercado nacional foi identificado por 64,7% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (referido por 63,1% dos estabelecimentos);
- No Centro, o mercado nacional foi mencionado por 85,2% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (53,7% dos estabelecimentos);
- Na AM Lisboa, o mercado espanhol foi referido por 60,9% dos estabelecimentos;
- No Alentejo, o mercado nacional foi identificado por 81,0% dos estabelecimentos;
- No Algarve, 64,0% dos estabelecimentos referiram o mercado britânico;
- Na RA
- Açores, o mercado nacional foi identificado por 88,7% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado alemão (53,6% dos estabelecimentos);
- Na RA Madeira, o mercado alemão foi identificado por 71,6% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado francês (57,8% dos estabelecimentos) e o mercado britânico (51,7% dos estabelecimentos).
Na hotelaria, o estudo do INE conclui que “o mercado nacional foi mencionado como um dos três mercados com maior número de cancelamentos por 67,1% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (61,4%). Já nos estabelecimentos de alojamento local, o mercado espanhol foi identificado por 51,6% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado nacional (48,2%). Nos estabelecimentos de turismo no espaço rural e de habitação, o mercado nacional foi mencionado por 75,5% dos estabelecimentos”.
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