Os jornalistas não pouparam hoje o secretário regional da Saúde e Protecção Civil, procurando obter uma clarificação da razão que permitiu que o treinador do Marítimo, José Gomes, tenha chegado à Região e seguido para quarentena no domicílio, ao invés de ficar em quarentena num hotel, como todos os passageiros chegados ao arquipélago. O governante enfrentou as sucessivas perguntas e, novamente, pouco esclareceu quanto à razão para o tratamento diferenciado; referiu apenas que o dito treinador fez um teste Covid por sua própria iniciativa no particular e, munido de um documento que atestava que não estava infectado, foi-lhe permitido pelo delegado de saúde o confinamento em residência, o qual, acrescentou, terá de cumprir até ao final dos 14 dias. Ao final destes, terá de fazer um segundo teste para garantir que é Covid-negativo.
O presidente do Marítimo tinha manifestado o desejo de que José Gomes não tivesse que cumprir a quarentena até ao final, mas, de acordo com as palavras de Pedro Ramos, isso terá mesmo de acontecer.
O secretário regional deixou implícito que se alguém chegar à RAM acompanhado de um teste Covid-negativo, e que tenha condições para fazer quarentena em casa, poderá eventualmente fazê-lo; as autoridades de saúde podem ser sensíveis a circunstâncias especiais.
Por outro lado, e questionado pelo FN sobre se o Governo Regional está já a articular com a Universidade da Madeira algum plano para a reabertura daquele estabelecimento de ensino superior, Pedro Ramos considerou que não existem condições, por enquanto, para aulas presenciais, conforme, diz, é reconhecido pelo próprio reitor. “A partir do momento que tenha as condições necessárias para o ensino, haverá uma regulamentação própria”, adiantou.
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