Empresários da Madeira querem Governo Regional mais rápido no apoio e prometem “luta” já a partir desta segunda-feira

Funchal praticamente parado pelas medidas de contenção à Covid-19 deixa empresários em grandes dificuldades.

Dário Silva, empresário ligado à restauração e estabelecimentos de diversão noturna, na Madeira e no Porto Santo, de que o Café Teatro é o mais emblemático, veio hoje a público dar voz a um descontentamento generalizado relativamente aos apoios que tardam a chegar do regime de “layoff”, uma alternativa a que muitos empresários madeirenses recorreram como forma de salvar as empresas e os postos de trabalho, sendo que os últimos números revelados pelo vice presidente do Governo Regional, no Parlamento, cerca de 2600 empresas já solicitaram o apoio, envolvendo 36 mil trabalhadores.
O contexto, como se sabe, é de grandes dificuldades para os pequenos e médios empresários, tendo em conta a paragem forçada por via das medidas de contenção da Covid-19. Além de que 80% das empresas que recorreram ao “layoff” terem menos de dez funcionários, revelando bem a relevância dos nossos pequenos empresários e a dimensão dos prejuízos inevitáveis nesse domínio.
O empresário Dário Silva escreveu, na sua página do Facebook, que “é hora de estarmos TODOS JUNTOS!!! Vamos LUTAR para a sobrevivência das nossas empresas e pelos milhares de empregos. Precisamos receber o LAYOFF a tempo…para assim assumir os nossos compromissos. As empresas e os empresários da MADEIRA precisam de AJUDA”.
Esta nota deixa claro o descontentamento pelo facto de faltar celeridade no processo, com o tempo a passar sem negócio e sem meios para pagar aos trabalhadores. As palavras lutar, ajuda e todos juntos, em maiúsculas, têm o natural propósito de colocar a tónica daquilo que os empresários consideram determinante.
E essa realidade fica expressa numa imagem que é associada a este post, com as bandeiras de Portugal e da Região, onde é referido um destinatário para esta voz: Governo Regional, a quem pedem ação e dizem que as linhas de apoio que foram criadas deve ser mais rápidas, eficazes e menos burocráticas. “Estão a fazer um brilhante trabalho na nossa Saúde, agora precisamos o mesmo nas nossas empresas”.
Refira-se que, há bem pouco tempo, este mesmo empresário tinha afirmado, pela mesma via, que “o setor da restauração e do Turismo são os mais afetados com a Covid-19. Não será tarefa fácil a sua recuperação…esperança e muito trabalho pela frente. Urgente apoios”.


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